




O Guimarães ascendeu ontem à terceira posição, depois de uma preciosa vitória sobre o vizinho Braga, num dérbi que teve lances polémicos, momentos de excelente futebol e muita, mas mesmo muita, luta. Os da casa foram no cômputo geral mais consistentes, mereceram indiscutivelmente a conquista dos três pontos, mas não os deviam ter conseguido num lance que causou tanta polémica. Porque a primeira parte que protagonizaram fê-los merecer um triunfo "sem espinhas".
Mas vamos por partes. Além de faltar saber se a bola entrou na baliza de Dani Mallo, falta também saber se antes houve, como reclamaram os bracarenses, um empurrão ou um puxão de Flávio Meireles sobre Madrid quando este afastava o esférico, de cabeça. O aglomerado de jogadores era grande e a ideia que fica é que a haver falta ela foi repartida pelos dois atletas...
Contudo, polémicas à parte, o Guimarães foi claramente superior ao seu antagonista. Se os primeiros minutos ainda deram alguma ilusão de que o equilíbrio iria ser a nota dominante, essa ideia foi rapidamente desfeita pelos pupilos de Manuel Cajuda.
Actuando no seu habitual esquema, os vitorianos rapidamente deram mostras de um futebol fluido, flanqueado, rápido, capaz de deixar a cabeça à roda dos bracarenses. Muito mais tranquilos e confiantes souberam dar espectáculo e, depois, sofrer na fase final, quando o Braga tentou o tudo por tudo, numa altura em que os da casa já estavam reduzidos a dez.
O desacerto bracarense era agravado pela fraca intervenção dos médios, incapazes de tapar os caminhos para a sua baliza e deixando aos companheiros mais recuados a árdua tarefa de travarem as investidas dos donos da casa, quase sempre conduzidas por um endiabrado Alan.
Com a defesa de cabeça virada, um meio-campo em que apenas João Pinto dava um ar da sua graça e um ataque inofensivo, os forasteiros foram a pouco e pouco ficando encurralados no seu meio-campo, incapazes de travarem o futebol alegre e objectivo do antagonista. Os donos da casa tiveram várias oportunidades para marcar, mas acabaram por o conseguir apenas num lance que deixou Jorge Costa e os seus pupilos à beira de ataque de nervos.
A perder, os forasteiros espevitaram, mas mais por força do coração do que da razão. Jorge Costa reforçou o ataque - fica a ideia que as saídas de Wender e Vandinho só pecaram por tardias - colocando em campo Hussain e Zé Manel, poucos minutos depois de já ter lançado Jailson. O Braga começou a actuar com quatro avançados, mas quantidade não foi sinónimo de qualidade. Reduzidos a dez, os vitorianos tiveram de sofrer, mas também aí estiveram muito bem.
Declarações de Manuel Cajuda:
"Fomos melhores em tudo"
Avesso às polémicas do jogo, Manuel Cajuda não se quis alongar sobre o golo que deu o triunfo à sua equipa, respeitando, contudo, a opinião de Jorge Costa sobre o lance. "O Jorge Costa é um colega de profissão e tem direito à sua opinião, que há que respeitar", disse.
A análise ao jogo foi mais fluída, com o treinador a assumir que a sua equipa foi superior à do Braga. "O Vitória dominou completamente o adversário e foi melhor em tudo. Tivemos uma bola no poste e outra na trave, e o nosso guarda-redes praticamente não foi incomodado. Dominámos e o nosso triunfo não pode ser contestado", resumiu.
Novamente com o golo vitoriano no centro das atenções, Manuel Cajuda admitiu que "o resultado poderia ter sido outro", mas voltou a recordar que "a equipa que jogou melhor foi o Vitória". O triunfo de ontem deixou o Guimarães no terceiro posto da classificação, à frente de Sporting e Benfica, facto que não o deixa inebriado. "A nossa classificação é de louvar, embora saibamos que não vamos acabar à frente do Sporting e do Benfica. Sabemos que vamos cair e baixar na classificação. Ninguém dava nada por nós, e o Braga, clube com objectivos diferentes dos nossos, está a cinco pontos", concluiu.
in O Jogo
Que dizer acerca desta equipa meus amigos? Sem grandes vedetas mas a praticar um futebol demolidor que vulgarizou um dos planteis mais sonantes desta edição do campeonato tal como havia feito com o sporting anteriormente. O triplo dos ataques, o triplo dos remates e 70% de posse de bola demonstram bem o banho de bola que cerca de 20 000 adeptos tiveram o privilégio de assistir, dos quais cerca de 1000 eram marroquinos com uma estranha mescla de homens do mar ( comprova-se que os frustrados se unem sob a bandeira anti-Vitória )
O Vitória maior já é 3º e vai a alvalade defender a sua posição pelo menos com a mesma galhardia com que amassou o auto-intitulado 4ª grande ( deixem-me rir...).
Uma última palavra para o apoio infernal que os adeptos brancos deram à sua equipa, sendo fundamentais desde o inicio do campeonato na transformação das limitações em coisas positivas. Já tinha saudades deste ambiente à inglesa, fanático, vibrante, a roçar a arruaça...
A titulo de comentário final e em jeito de provocação quando se diz que alguns andam ao ritmo do tango, é justo dizer que nós andámos ao ritmo do melhor futebol que se pratica em terras Lusas e é melhor começarem a ter cuidado porque onde pára este Vitória, já ninguém se atreve a antever e já muita gente perde noites de sono.
Não somos grandes nem pequenos, somos GIGANTES.
ULTRAS VSC - SEMPRE PRESENTES














































