quarta-feira, 16 de abril de 2008

"Salvador" do Boavista arguido por cheques carecas


Sérgio Silva, o misterioso milionário que promete resolver a crise financeira do Boavista, com a injecção de 38,4 milhões de euros, através da desconhecida empresa Castle Shore, é o mesmo homem que faltou a uma audiência no 2.º Juízo Criminal do Tribunal Judicial de Viana do Castelo, a 4 de Maio de 2005, na qual deveria sentar-se na condição de arguido, por ter passado vários cheques sem cobertura. "Ficou a dever-me 14 mil euros", garante José Manuel Pereira da Silva, empresário de Viana do Castelo, em declarações ao JN. O passado do parceiro da SAD axadrezada é marcado por episódios pouco claros, sempre com dívidas difíceis de cobrar como pano de fundo. O dinheiro parece, de facto, ser um problema para Sérgio Silva. E para os jogadores da pantera, que continuam sem receber.
Sérgio de Jesus Gonçalves da Silva nasceu em Samonde, Viana do Castelo, a 20 de Abril de 1978 - faz 30 anos domingo. Empreendedor, simpático, humilde são adjectivos usados por quem o conhece e abriu a boca de espanto, quando viu o seu nome e rosto associados ao Boavista. Como a ex-mulher de Sérgio Silva, Adalgisa Maria Pereira, quase 20 anos mais velha do que ele "Fiquei muito surpreendida pelo que vi, através dos jornais. Mas só quero que seja feliz", disse, em conversa com o JN.

Quem não tem razões para estar surpreendido é o presidente do Boavista, Joaquim Teixeira. Afinal, Sérgio Silva foi-lhe apresentado por duas pessoas insuspeitas António Seabra e Filipe Areosa, administrador judicial e revisor oficial de contas da SAD do Bessa, respectivamente. Este último, curiosamente, também natural de Viana do Castelo. "Não tenho motivos para duvidar", esclarece Joaquim Teixeira, acrescentando que "a salvação do Boavista" reside na entrada desse dinheiro. Ainda segundo o líder axadrezado, a transferência da primeira tranche - 14,8 milhões de euros - terá sido efectuada na passada sexta-feira e o processo poderá necessitar de cinco dias para estar concluído.

Proclamando-se proprietário de uma empresa sediada em Londres, a Castle Shore, Sérgio Silva é conhecido em Viana do Castelo por ter trabalhado no ramo da pintura de edifícios. E não foi em Viana do Castelo que construiu a fortuna que lhe permite injectar tantos milhões nos cofres do Bessa, isto porque, nas últimas declarações de IRS entregues ao Estado, referentes a 2003 e 2004, Sérgio Silva apresentou rendimentos inferiores a cinco mil euros anuais e sempre no ramo de actividade pintura de construções e colocação de vidros.

Após o divórcio, Sérgio Silva residiu em Moreira da Maia. Também por estas paragens há quem se queixe de dívidas, mas prefira não dar a cara. Mesmo assim, o JN teve acesso a um documento de Janeiro do ano passado, assinado por Sérgio Silva, no qual confessa uma dívida superior a 30 mil euros.

Ao que foi possível apurar, o investidor da SAD axadrezada está, muito a custo, a proceder ao pagamento faseado desta verba. Em sentido oposto, apresenta-se como salvador da pantera, pronto para investir muitos milhões. No entanto, no Bessa, os jogadores do Boavista continuam a viver dias de ansiedade. Com mais de dois meses de salários em atraso, os problemas agudizam-se. E o dinheiro, esse, ainda ninguém o viu...

4 comentários:

Anónimo disse...

Parece que nada corre bem, por aquelas bandas do Bessa...

Anónimo disse...

A ser verdade mais um a querer limpar dinheiro no futebol. A nao ser verdade.... SERIA EM GRANDE!!! BOAVISTA CU CARALHO!!!!

Anónimo disse...

Que linguagem Marcelo!

Anónimo disse...

"Boavista pode acabar sexta-feira!"

diz o novo Presidente