sábado, 20 de março de 2010




Já está..! Entre péssimo e péssimo, branquinho é melhor hipótese

terça-feira, 16 de março de 2010

Quem é quem?!!!


Crónicas de Miguel Góis

"Gestão à Porto"
Abriu a época de caça a Jesualdo Ferreira, sobretudo entre os comentadores afectos ao FC Porto. O técnico que lapidou Bruno Alves, Fernando e Lisandro é apontado agora como o principal responsável pela má época da equipa, em ex aequo com um jurista que viu no monitor as imagens de dois jogadores a agredirem violentamente um segurança no final de uma partida e, sem que nada o fizesse prever, decidiu castigá-los de acordo com o que está escrito nos regulamentos. A magnífica e rigorosa gestão do FC Porto, dizem, não merece um treinador assim.
Era justamente nesta última frase que eu estava a pensar, quando começou a partida de terça à noite entre uma equipa que gastou esta época 11 milhões de euros em reforços - o Arsenal - e outra que desembolsou 31 milhões de euros - o FC Porto. Foi também essa frase que me ocorreu quando se começou a perceber que Diaby (que custou 3 milhões de euros) e Song (4 milhões de euros) dominavam o meio-campo do FC Porto, onde nem sequer constavam Belluschi (5 milhões de euros por 50% do passe) e Prediguer (4,2 milhões de euros). E também quando se tornou visível que Clichy (350 mil euros) estava a desempenhar bem melhor o papel de lateral-esquerdo do que Álvaro Pereira (4,5 milhões de euros por 80% do passe). E quando, no final do jogo, Bendtner (custo zero) somou mais três golos do que Hulk (5,5 milhões de euros por 50% do passe). Bom, talvez o resultado tivesse sido diferente se o lesionado Fàbregas (1,4 milhões de euros) e o preterido Tomás Costa (4 milhões de euros) tivessem alinhado.
E é esta a gestão que o presidente José Eduardo Bettencourt quer implementar no Sporting. Por mim, tudo bem.

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Não sou português"


Deco: "Não sou português"

“Sou brasileiro. E não consigo ver a minha vida sem Portugal”, disse Deco em entrevista à Globo. “Amo Portugal por tudo o que me deu. Mas não sou português”, afirmou.

domingo, 14 de março de 2010

Põe um pé em Guimarães e vais ver o que quer dizer "javardos"

“Truques Uefeiros & Vaias caseiras” – Crónica de João Braga para sportingapoio.com


Confio nos nossos jogadores e na sua equipa técnica para levarem o Sporting Clube de Portugal aos quartos-de-final da Liga Europa. Para já estou-lhes muito reconhecido pelo feito, que considero heróico, de terem conseguido vir de Madrid com um empate na bagagem, apesar dos fingimentos miseráveis dos seus colegas do Atlético local, e da cumplicidade do porcalhão do holandês e da sua seita que arbitraram faltas idênticas às dos leões, ou mais graves, com critérios dúplices até dizer chega.

Terá sido por coincidência que a UEFA do famigerado Platini nomeou um natural do país a que pertencem o AZ Alkmaar, o Feyenoord, o Ajax, que o Sporting já eliminou em competições europeias anteriores, isto para não falar do Twente já nesta temporada? Está-se mesmo a ver que sim…

Entretanto, já neste Domingo, penso que devemos puxar de todo o nosso fair-play para irmos em massa ao nosso Estádio receber os javardos do Vitória de Guimarães para lhes dispensarmos toda a hospitalidade que merecem, por terem recusado mudar a data do jogo para 2ª feira, com o fim de dar mais um dia de descanso aos jogadores de um clube do seu país que tem de defrontar os castelhanos do Atlético madrileno na Quinta-feira seguinte.

Apelo especialmente aos associados e adeptos que insultaram, apuparam, assobiaram, a nossa equipa desde o começo desta temporada para que, treinados como creio que estejam nessa matéria, insultem, apupem, assobiem, estes minhotos de terceira categoria que se colocaram ao lado dos nossos adversários espanhóis.

João Braga



http://www.sportingapoio.com/noticias/truques-uefeiros-vaias-caseiras-cronica-de-joao-braga-para-sportingapoio-com/

terça-feira, 9 de março de 2010

Indignado e envergonhado!!!!

Queria aproveitar o blog para expressar a minha indignação pela humilhação em Londres!
Sinto-me humilhado,
espezinhado,
indignado,
e triste.

É lamentável!

"Cagadinho" chegou a tua hora e vai-te embora que a minha paciência esgotou-se. Em 4 anos só tiveste tomates contra o Manchester United!!!!
Nuno Coelho?!?!? Parece o outro que meteu o Costa e tirou o Jardel em 97.

(Estou a falar a quente mas há coisas que mexem com o meu sistema nervoso e poem-me doentes... é preciso ser mt cagão!!!!!!!)

Para o ano há mais!

Abraços!

Dois textos para reflectir...


Imaginem


Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado. Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas. Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.


Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.

Imaginem que país seremos se não o fizermos.


Por Mário Crespo





QUALIDADE DE VIDA DO RENDIMENTO MINIMO


Qualidade de vida é receber 800 € mensais (ou mais) para não fazer nada.
Qualidade de vida é levantar á hora que se quer porque os outros trabalham para ele.
Qualidade de vida, é ter como única preocupação escolher a pastelaria onde vai tomar o pequeno-almoço e fumar as suas cigarradas, pagos com os impostos dos outros.
Qualidade de vida é ter uma casa paga pelos impostos dos outros, cuja manutenção é paga pelos impostos dos outros, é não ter preocupações com o condomínio, com o IMI, com SPREAD´S, com taxas de juro, com declaração de IRS.
Qualidade de vida é ter tempo para levar os filhos á escola, é ter tempo para ir buscar os filhos á escola, é poder (não significa querer) ter todo o tempo do mundo para acarinhar, apoiar, educar e estar na companhia dos seus filhos.
Qualidade de vida é não correr o risco de chegar a casa irritado, porque o dia de trabalho não correu muito bem e por isso não ter a paciência necessária para apoiar os filhos nos trabalhos da escola.
Qualidade de vida é não ter que pagar 250€ de mensalidade de infantário, porque mais uma vez é pago pelos impostos dos outros.
Qualidade de vida, é ainda receber gratuitamente e pago com os impostos dos que trabalham o computador Magalhães que de seguida vai vender na feira de Custóias, é receber gratuitamente todo o material didáctico necessário para o ano escolar dos seus filhos, e ainda achar que é pouco.
Qualidade de vida é ter as ditas instituições de solidariedade social, que se preocupam em angariar alimentos doados pelos que pagam impostos, para lhos levar a casa, porque, qualidade de vida é também nem se quer se dar ao trabalho de os ir buscar.
Qualidade de vida é não ter preocupação nenhuma excepto, saber o dia em que chega o carteiro com o cheque do rendimento mínimo.
Qualidade de vida é poder sentar no sofá sempre que lhe apetece e dizer “ TRABALHAI OTÁRIOS QUE EU PRECISO DE SER SUSTENTADO”.
Qualidade de vida é não ter despesas quase nenhumas, e por isso ter mais dinheiro disponível durante o mês, do que os tais OTÀRIOS que trabalham para ele.
Qualidade de vida é ainda ter tempo disponível para GAMAR uns auto-rádios, GAMAR uns carritos e ALIVIAR umas residências desses OTÀRIOS que estão ocupados a trabalhar OU ASSALTAR uma ourivesaria.
Qualidade de vida é ter tudo isto, e ainda ter uma CAMBADA DE HIPÓCRITAS a defende-lo todos os dias nos tribunais, na televisão, nos jornais.
Isto sim, isto é qualidade de vida.
Ass: UM OTÁRIO


Autoria desconhecida.


Explicação para a grande época benfiquista....

segunda-feira, 8 de março de 2010

Eu vou e tu?


Até podem dizer que não é decisivo mas com o calendário que o VSC tem até ao fim do campeonato este jogo intra-muros assume um relevo preponderante na luta europeia. Hoje são precisos 3 pontos, custe o que custar, doa a quem doer. Hoje vai ser preciso entrega e concentração máximas pois não podemos esquecer que o adversário tem um orçamento "enorme" apoiado no governo regional, luta pelos mesmos objectivos, tem apenas um ponto de atraso, tem vantangem no confronto directo devido ao 2-0 da 1ª mão (com dois penaltis mais do que duvidosos!!!) e é treinado pelo nosso conhecido Manuel Machado que conhece o Vitória como as palmas das suas mãos. Por tudo isto prevejo um jogo complicadissimo mas que pode trazer aquele sabor que apenas as coisas dificeis nos proporcionam. E como parece que finalmente começamos a aliar o bom futebol jogado com os resultados obtidos, tenho fé que vamos dar um passo importantissimo rumo aos nossos objectivos. Assim, força Branquinhos, até os comemos!!!


Ps.: os verdadeiros não se vão intimidar com o mau tempo, grande casa em perspectiva apesar da data e horário impróprios, para levarem a equipa ao colo mais uma vez...

Uma pequena curiosidade/refelcção

À dias vi as duas listas candidatas no site do Vitoria. Fiquei perplexo, estupefacto e sobretudo parvo com um pequeno facto de que me dei conta.
Nenhum dos candidatos a presidente é mais antigo do que eu! Isto pode não valer nada, ou melhor pode não valer se eu quiser que não valha, no entanto acho preocupante o que se passa, não com estes "Vitorianos", mas com todos os Vitorianos. Isto fez-me concluir duas coisas. Ou já não há VITORIANOS de sangue com capacidade financeira, ou pelo menos com amigos que a tenham, ou só há Vitorianos trafulhas e vira-casacas.

Após a reflexão que não me valeu de nada, vamos a números.
Na lista A há 5 sócios mais antigos que eu.
Na lista B há 5 sócios mais antigos que eu. (Curioso!)

Isto é:
- Se tivermos em conta que os números de sócio estão +/- relacionados e se aproximam tendo em conta as respectivas gerações, entende-se que as novas gerações (antes da minha que nem sequer sou um gajo velho) é que estão aí para as curvas. Têm dinheiro e amigos que também o têm. Melhor para eles.
- Se tivermos em conta que o numero de sócio nada tem a ver com a idade em que nos assumimos como adeptos de um clube e o apoiamos, mas sim com o sucesso que se constrói na vida, então concluo que afinal ainda há vacas gordas e novos ricos.
- Se tivermos em conta que o Vitoria precisa de um homem com h grande, por isto entenda-se, uma pessoa reconhecida (historicamente), com potencial financeiro, sério e que seja Vitoriano dos quatro costados, então estamos bem fdds porque nenhum destes preenche a 100% este perfil.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Hipocrisia no seu maximo

Uma fatia maior do dinheiro gerado pela Liga dos Campeões deverá ser atribuído a clubes que não participam na competição. É esta a perspectiva de Fernando Gomes, dirigente do FC Porto presente no encontro da Soccerex, que decorreu hoje em Manchester. "Creio que a forma como as verbas da Champions League são distribuídas tem de ser analisada e alterada, por forma a dar mais dinheiro aos clubes e a equilibrar as competições domésticas", alertou.
"Se os clubes que não estão presentes na Liga dos Campeões receberem mais dinheiro, podem comprar melhores jogadores e aumentar a qualidade da competição. Se não conseguirem fazer isso, a qualidade decresce e o fooso interno aumenta", continua o vice-presidente dos "dragões".

A UEFA distribui cerca de 6,5 por cento das receitas anuais da Champions pelas 53 associações, num pacote que designa por "pagamentos de solidariedade", reservando um mínimo de 413 milhões de euros para as 32 equipas que entram na Liga dos Campeões. No melhor dos cenários, as equipas com mais sucesso na Champions podem encaixar um máximo de 40 milhões de euros por época.

Fernando Gomes entende que este desnível na repartição das verbas prejudica os países mais pequenos. "Por exemplo, o Debrecen, da Hungria, obteve 50 por cento das suas receitas totais pelo simples facto de chegar à fase de grupos. E há exemplos semelhantes no APOEL (Chipre) e no Unirea (Roménia). Este dinheiro desequilibra seriamente os campeonatos", alerta.

No seu primeiro ano de existência, em 1992-93, a Liga dos Campeões gerou 45 milhões de euros de receita. Actualmente, movimenta 1,15 mil milhões de euros. Guillaume Sabran, director de marketing da UEFA, sublinhou no fórum que este valor é susceptível de continuar a subir. "Estamos sempre à procura de formas de maximizar receitas para os clubes dentro e fora da competição, mas cabe aos decisores determinar como esse dinheiro é atribuído".

O FCP eh demais!! Agora que estao practicamente fora da champions exigem que se distribua o dinheiro…
Quer dizer… dominaram durante anos o campeonato nacional por causa desta estupidez mas agora que os ovos de ouro acabam ja querem distribuir riqueza???
Porra… que lata!!!! Muita mesmo!!!

Sera que o Pintinho esta com medo de nao ir a champions nos proximos anos?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Crónicas de Zé Diogo Quintela

" José Eduardo Bettencourt "
Quando chegou do Brasil e lhe perguntaram se tinha acompanhado o Sporting, o presidente Bettencourt disse: «Infelizmente, estou a par». Já somos dois. Recapitulemos alguns factos.
Na campanha eleitoral recusa-se a debater com o outro candidato. Depois, diz «Paulo Bento forever», ficando refém de um treinador. Já eleito, dispensa Derlei e prefere ir buscar Caicedo.
Como primeiro presidente remunerado do Sporting, diz que vai ganhar menos que o Abel. Uma declaração deselegante para com um jogador do Sporting. Quando Paulo Bento sai, diz que os sócios ainda vão ter saudades dele, pondo desde logo em xeque o próximo treinador.
Ao mesmo tempo, depois de se ter batido para aumentar o número de sócios, chegando aos 100 mil (uma óptima medida), menospreza um sócio por ser o 90 e tal mil. Menospreza e quer bater.
Depois de não ter força para trazer Villas Boas da Académica, não consegue esconder esse facto e Carvalhal fica desde logo diminuído por se perceber que foi segunda escolha e por não ser apresentado à comunicação social, sendo antes apresentado on-line. O Sporting comunica mais com a CMVM do que com os sócios.
No mercado de Inverno não consegue o regresso de André Santos, porque no contrato de empréstimo o departamento jurídico do Sporting se esqueceu de colocar uma cláusula de resgate. Uma incompetência que devia ser o suficiente para o administrador responsável devolver o prémio. Descobre-se que o direito de preferência sobre Carlão se resume a um acordo verbal entre Pedro Barbosa e alguém do Leiria. Não vale nada, portanto.
Compra João Pereira. Boa contratação. Mas que entra mal no clube ao ser apresentado, não aos sócios e através da comunicação social, mas num jantar de uma claque. Pongolle, esse, custa 6,5 milhões. Não é dito onde estava esse dinheiro no Verão, quando, por exemplo, Nené saiu do Nacional por 5,5.
Sá Pinto anda à bulha com Liedson. Uma das razões para o incidente é a falta de autoridade que Sá Pinto tinha, porque a estrutura não lha conferiu. O incidente é posto imediatamente nos jornais e ainda não se sabe quem é o bufo.
O presidente vai de férias, sem se pronunciar sobre o sucedido.
São publicadas escutas do Apito Dourado. Numa delas, Bettencourt e o Paulinho são injuriados por Pinto da Costa. Ninguém do Sporting diz nada.O Sporting perde três jogos importantes seguidos. Bettencourt continua de férias.
Antes do jogo com o Benfica, Luís Filipe Vieira (LFV) acusa o presidente do Sporting de faltar à palavra. Não se defende.
A primeira vez que fala nos últimos tempos não é para se referir convenientemente ao caso Sá Pinto e ao bufo, às pesadas derrotas, às referências insultuosas nas escutas ou à acusação de falta de palavra de LFV. Não, é para dizer que Carvalhal depende dos resultados. Exige a este treinador o que nunca exigiu a Bento. Ou o que é que José Eduardo Bettencourt acha que «forever» quer dizer? Volta a desprezar o treinador quando diz que com Bento é que faria uma boa dupla. Portanto, dá este voto de confiança a Carvalhal no dia em que se vai tentar pôr fim a quatro derrotas consecutivas.
Mas não é só isso que JEB diz. Diz também que quer implementar um modelo à Porto, porque o Porto há 30 anos que é o melhor. JEB esquece que o modelo do Porto, escarrapachado nas escutas, assenta em fruta e cafezinhos e que muito tem lesado o Sporting. É que no Porto, em altura de crise, não é o presidente que mandam para o Brasil. É o árbitro.
Percebe-se porque é que o presidente ganha menos do que o Abel: é que o Abel tem de ficar cá a assistir ao descalabro, não se pode pisgar para o Brasil. De onde, se é para dizer estas coisas, JEB mais valia não ter voltado.
O que é que será preciso acontecer mais para ficarmos todos a par? «Em que é que João Pereira estava a pensar?» É o que muita gente se pergunta. Eu sei a resposta. Estava a pensar no Benfica–Nacional, também para a Taça da Liga, também apitado por Olegário Benquerença, em que uma agressão de Luisão foi punida apenas com um amarelo. O João Pereira achou que as regras são iguais para todos. Achou mal.
Mas justificar a derrota com a arbitragem é tapar o sol com a peneira. Perdemos porque o Benfica foi melhor. Aliás, o erro de arbitragem mais grave não foi o fora-de-jogo mal assinalado, em que o Sporting, no momento em que podia equilibrar a partida, foi cirurgicamente impedido de o fazer. (Até parecia um jogo do Porto, daqueles em que ganha 3-0, mas enquanto está 0-0 há um go-lo mal anulado ao adversário). Não, o maior erro de arbitragem nem foi do árbitro. Foi nosso. Se o Javi García tinha um amarelo, era pôr o Matías perto dele, tentando arrancar o segundo. Nem isso soubemos fazer.
Aliás, Javi nem devia ter jogado, devia estar suspenso pela agressão no Benfica–Guimarães. Esse caso é um bom exemplo para explicar o benfiquismo, principalmente nesta época. E não é pelo argumento «o árbitro viu, mas quis beneficiar-nos», uma admissão descarada do Benfica, usada para anular o sumaríssimo.
Antes disso, no Dia Seguinte, Sílvio Cervan desvalorizou a agressão, dizendo que, na altura, ninguém do Vitória se tinha queixado. Já há três semanas, no Trio de Ataque, um dos argumentos para António-Pedro Vasconcelos dizer que Falcao marcou com a mão foi o facto de um jogador do Paços de Ferreira refilar, a apontar para a mão. Porque para os benfiquistas, quem refila mais, tem mais razão.O que não é verdade. Basta ver que, em matéria de mãos na bola, na época passada, apesar de o Di María ter refilado muito a pedir mão, não foi por isso que cresceram dedos no peito do Pedro Silva. Mas é um facto que, sendo em maior número, os benfiquistas fazem mais barulho a refilar. Se uma árvore cair numa floresta, sem ninguém ao pé, fará barulho? É indiferente: se as outras árvores forem benfiquistas, o barulho delas abafa o som da queda.
Se Marc Zoro fosse jogador emprestado pelo Porto ao Setúbal e, durante um jogo entre as duas equipas, no último minuto fizesse um penalty daquela maneira, o barulho dos benfiquistas ia ser ensurdecedor. Até já estou a ver a manchete: Zoro sob azul! Como foi com o Benfica, houve silêncio.
O pior é que há quem, estando em posição de decidir, se deixa influenciar e acha que, por haver mais ruído benfiquista, beneficia o Benfica. O barulho é um grande complemento às simulações do Aimar, Saviola e Di María. Com barulho, a agressão do Luisão é menos grave que a do João Pereira.
Para os benfiquistas, quem aponta estas evidências é um anti-benfiquista e, queixam-se eles, o País está pejado de anti-benfiquistas. O que acaba por ser caricato. Depois de dizerem que são 15 milhões. De dizerem que o Benfica é Portugal. Depois de avisarem que vão negociar sozinhos as transmissões dos seus jogos, pois têm mais peso negocial, devido à maioria de espectadores que gostam de ver o Benfica. Depois de dizerem que é normal que a Sagres lhes pague mais, pois têm mais consumidores simpatizantes. Depois de dizerem que é óbvio que compensa ao Estoril fazer um jogo decisivo no Algarve, pois os benfiquistas enchem o estádio, aumentando a receita. Depois disto e quando se sabe que a maioria da imprensa desportiva é benfiquista e que uma cobertura favorável ao Benfica vende jornais e dá audiências, ainda se queixam que estão todos contra o Benfica. Todos? Todos, quem?

terça-feira, 2 de março de 2010

Uma nova modalidade...


O génio criativo do nosso país ofereceu um novo desporto à Europa e ao mundo: o “tunebol”. Explico. Quando as duas equipas de futebol se encontram nos túneis que ligam os balneários ao relvado, após provocações de figuras contratadas para o efeito, inicia-se uma cena de pancada entre os jogadores.

O vencedor será aquele que não reagir e que, portanto, mais pontapés e murros levar. Convém lembrar que o "tunebol" está limitado aos clubes que lutam pelo título nacional. Ou seja, quem chegar a Dezembro/Janeiro em condições de ser campeão, participa no "mini-torneio" de "tunebol", para se clarificarem posições para a segunda metade da época. O campeão do "tunebol" ficará numa óptima situação para ganhar a liga.

De acordo com o seu estatuto de clube com mais títulos em Portugal, este ano o campeão do "tunebol" foi o Benfica. E não julguem que foi fácil. Exigiu muito trabalho e uma fina psicologia por parte de Jorge Jesus. Foi necessário repetir vezes sem conta, desde o início da época, aos seus jogadores: "se levarem um murro, dão a outra face para levarem um estalo". Imaginam o que deverá ter custado aos seus jogadores ouvirem, "se o Sapunaru te der um pontapé, vira a outra nádega para o Hulk te dar outro"; ou "se o Mossoró te der um estalo, dás a outra face para o Vandinho te dar um murro". E resultou.

Os jogadores do Benfica tornaram-se um exemplo de boa educação, de auto-controlo e de pacifismo. São já um exemplo para toda a Europa. Houve mesmo um jornal inglês que afirmou: a "Inglaterra deu o ‘greenpeace' ao mundo; e o Benfica deu o ‘redpeace'". Contaram-me que nas paredes do balneário, há cartazes do Dalai Lama por todo o lado. O presidente do Benfica estará a pensar convidá-lo para assistir ao jogo do título, para o apresentar como a grande inspiração da "nação pacifista". Já há mesmo quem diga que a única maneira do Sá Pinto e do Bruno Alves se emendarem é através de um estágio na Luz.

Mas o "tunebol" não se fica pelos provocadores e pelos jogadores; exige igualmente membros na Liga de Futebol com "olho de falcão", como se costuma dizer no nosso país. Pensam que é fácil olhar, através de gravações, para um molho de dez jogadores e vinte braços e perceber que foi o Hulk ou o Vandinho os únicos a agredirem. Experimentem ver as imagens e vejam se é fácil. Por fim, não há datas para terminar o mini-campeonato do "tunebol". Se um dos olhos de falcão voltar às imagens daqui a três meses e perceber que afinal o Helton, ou o Hugo Viana também agrediram, far-se-á então justiça. Nunca é tarde para punir quem bate. "Glorioso, glorioso, nos túneis és poderoso"; eis o novo grito das claques benfiquistas.

In Economico.sapo.pt por João Marques de Almeida, Professor universitário

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nem mais... Força Branquinhos!


Num jogo que pode valer (ainda que à condição) o 4º lugar, espera-se forte apoio branco em terras do liz para catapultarem a equipa do Berço para a europa! Apesar do horário impróprio que impedirá certamente que se repitam as deslocações de há 2 e 3 anos atrás (com mais de 4000 brancos nas bancadas) certo é que alguns "maluquinhos" lá estarão a torcer pelo VSC. Incrível como a ditadura televisiva e a subserviência bacoca do Milinho privam a equipa da sua principal força (os adeptos) em dois jogos absolutamente fundamentais nas lutas uefeiras (leiria e nacional 2ª e 6ª feira, respectivamente), uma vergonha!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Preocupante...


O texto que se segue demonstra vários sinais preocupantes do drama financeiro que começa a desenrolar-se em Portugal, o social se seguirá, infelizmente...

Para reflectir!


O Ikea de Loures, que vai abrir no primeiro semestre deste ano para formar a terceira loja da marca em Portugal, já recebeu 22 mil candidaturas. Ao todo, a nova loja vai criar 480 postos de trabalho directos.
«A IKEA, empresa sueca líder mundial no mercado de distribuição de móveis e artigos de decoração para o lar, já recebeu cerca de 22 mil candidaturas no processo de recrutamento dos colaboradores que formarão a equipa da terceira loja em Portugal, a IKEA Loures. Destas 22 mil candidaturas, cerca de 70% foram já consideradas aptas para continuar no processo de selecção da nova equipa IKEA em Portugal, facto bastante significativo considerando o número de pessoas envolvidas», avança a empresa num comunicado enviado à redacção da Agência Financeira.
A abertura do Ikea Loures representa a criação de 480 postos de trabalho directos, que se vão juntar aos mais de 1.100 que já compõem as equipas das lojas IKEA Alfragide e IKEA Matosinhos.
Até 2015, horizonte do Plano de Expansão do Grupo IKEA em Portugal, está prevista a criação de mais 4.500 empregos directos.
As mulheres estão em maioria neste processo de recrutamento, já que representam 62% dos candidatos, face aos 38% de homens, todos, na grande maioria de nacionalidade portuguesa (86%).
«A grande maioria dos candidatos à equipa da IKEA Loures tem entre 18 e 39 anos, sendo que o cluster 29-39 reúne cerca de 40% das candidaturas. Perto de 40% dos candidatos têm formação superior, sendo que o ensino secundário reúne cerca de 39% das candidaturas.
O processo de recrutamento decorre até ao próximo dia 28 de Fevereiro.

Milo é o vencedor das próximas eleições



Infelizmente estes resultados são vitórias antecipadas em anos de eleições.
Vamos ter mesmo que gramar mais 4 anos com incompetentes oportunistas e habilidosos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

AINDA SE LEMBRAM??




Emílio Macedo dixit...

Convidado a comentar a desistência de Pimenta Machado, EM respondeu:

“Caro amigo eu não respondo a possíveis candidatos. Portanto o Pimenta Machado nunca foi um candidato, foi um possível candidato de maneira que eu só falo de dois candidatos que sou eu e o Pinto Brasil.”

“E que ideia tem dele (de Pinto Brasil)?”

“Não tenho nada que fazer valores de juízo, seja de quem for. É um candidato, tem direito a ser candidato porque é sócio do Vitória, e portanto não vou comentar seja aquilo que for do outro candidato.”


a 18 Fevereiro 2010, na apresentação da sua lista de assinaturas

in: http://www.d-afonsohenriques.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A nossa realidade

Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva.
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder a umas perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?

- PAULINHO. (lembre-se bem deste nome)
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.
Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas.
Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é o seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??

Empresário de Hulk compara Liga Portuguesa a uma pizzaria


Empresário de Hulk compara Liga Portuguesa a uma pizzaria

Teodoro Fonseca acusa os dirigentes da Liga de menorizarem a competição portuguesa. Revela que houve clubes interessados na contratação de Hulk, em Janeiro. O empresário reconhece que a presença do avançado no Mundial 2010 está em risco.
Após 59 dias de suspensão, 12 jogos depois, Hulk está de regresso aos relvados, esta noite, no encontro da Liga dos Campeões frente ao Arsenal, no estádio do Dragão. A suspensão do brasileiro, que continua a ser preventiva, é apenas válida para as provas nacionais.

Revoltado, o empresário do jogador, Teodoro Fonseca, diz que é uma "palhaçada" o que está a acontecer a Hulk, no futebol português, apelando à intervenção do Governo e tecendo duras críticas à Liga Portuguesa de Futebol Profissional que compara a uma "pizzaria".

Teodoro Fonseca considera que a Liga Portuguesa tem comportamentos de Liga "pequena". Noutro país, o caso do túnel da Luz "estaria resolvido numa semana", diz o empresário. Além disso, esta suspensão "poderá custar a presença no Mundial ao Hulk. A Liga cortou a esperança de um atleta de 23 anos de se estrear num Campeonato do Mundo".

Teodoro Fonseca apela ao "governo português" para actuar e resolver algo que considera ser uma "injustiça". O empresário revela ainda, nesta entrevista a Bola Branca, que vários clubes perguntaram pelas condições de saída do FC Porto, no mercado de Inverno. Por esse ângulo, o empresário do jogador acha que o passe de Hulk não ficou desvalorizado, garantindo também que o "Incrível" nunca quis sair do Dragão.

in RR.PT

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O regresso do rei


Passavam 15 minutos das 18 horas quando António Pimenta Machado se apresentou na sede do Vitória. No caminho, foi saúdado pelos adeptos, que cumprimentou um a um. Acompanhado pela filha, Eugénia, médica otorrino, Pimenta Machado mostrou aos jornalistas o seu cartão de associado, com o n.º 2707, com a quota de Junho de 2010 já paga.

"Estou aqui na qualidade de sócio honorário e sócio efectivo do Vitória de Guimarães", referiu, dissipando dúvidas levantadas pelo facto de não ter, até ontem, as quotas em dia, não podendo, assim, candidatar-se à presidência do clube. "Vou ver como estão as contas...se me deixarem", referiu, antes de entrar na sede, onde foi recebido com sorrisos pelos funcionários. De onde saiu cinco minutos depois. "Estarei cá na segunda-feira, pelas 18 horas, para ver as contas, pois hoje não foi possível", revelou. Quem está neste momento a ver as contas é Pinto Brasil, candidato já assumido.

Memórias de um passado demasiado recente

Tem uma apresentação antes, mas o interessante vem a seguir.
KAKAKAkakaaaa

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ora aqui vai mais uma... PESSOAL! venham daí essas justificações.




PÊÉSE, PÊÉSE, PÊÉSE...

O texto da polémica que não passou do Mário Crespo para o Jornal de Notícias


PALHAÇO

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.
E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.

Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.

Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DEMITA-SE JÁ SFF !




A explicação surge de forma simples e sem margem para dúvidas: surgiram «indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro» , visando «a interferência no sector da comunicação social e afastamento de jornalistas incómodos». Isto a três meses das eleições legislativas e com «prejuízo» para a PT.


Os órgãos e as pessoas visadas nesse «plano» eram, em primeiro lugar, a TVI, José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes. Mas mais: «resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do senhor Presidente da República».


Estas são as palavras usadas pelo procurador da República e pelo juiz de instrução do processo ‘Face Oculta’ para fundamentar os despachos que deram, em final de Junho do ano passado, mandando extrair certidões para que fosse instaurado um inquérito autónomo ao referido «plano», que consideravam consubstanciar um crime de «atentado contra o Estado de Direito».

São estes despachos – até agora desconhecidos, do procurador João Marques Vidal e do juiz de instrução António Gomes – que o SOL revela e publica nesta edição. A sua leitura integral, bem como das principais escutas telefónicas que os suportam, permite perceber as razões por que dois magistrados consideraram que devia ser instaurado um inquérito que visaria directamente o primeiro-ministro e vários gestores da área do PS, alguns já arguidos no ‘Face Oculta’.

O aviso da PJ

O primeiro alerta foi dado no dia 12 de Junho por Teófilo Santiago, director da Polícia Judiciária de Aveiro e coordenador no terreno das investigações do ‘Face Oculta’. Entre as vigilâncias e escutas telefónicas montadas aos arguidos Armando Vara e Paulo Penedos – suspeitos, juntamente com altos quadros de grandes empresas públicas, de colaborar nos crimes de corrupção e tráfico de influências que permitiram ao empresário de Ovar, Manuel Godinho, ganhar uma série de concursos na área dos resíduos industriais – tinham surgido «situações» que lhe suscitavam «sérias dúvidas quanto à sua legalidade».

Em causa estavam as conversas de Paulo Penedos, dirigente do PS e assessor da PT, e de Armando Vara, antigo dirigente socialista e então vice-presidente do BCP. O primeiro falava com o administrador executivo Rui Pedro Soares – seu superior hierárquico e que no dia 3 de Junho fora a Madrid num avião a jacto, falar com a Prisa, proprietária da TVI – e outros altos quadros da empresa. Vara falava com empresários e com o primeiro-ministro, José Sócrates. Percebia-se que havia já um «negócio» com contornos definidos, de aquisição de parte da TVI pela PT, de uma forma encapotada.

No dia 23 de Junho, o procurador Marques Vidal mandou extrair certidão para se abrir um inquérito a estes factos. E justificou: há «fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social visando o afastamento de jornalistas incómodos e o controlo dos meios de comunicação social». Um plano que se «concretizaria através de uma rede instalada nas grandes empresas e no sistema bancário» e que recorria até «a prestação de informações falsas às autoridades de supervisão».

O magistrado explicava ainda que a precipitação dos acontecimentos (o negócio iria ser assinado daí a dois dias) obrigava a avançar com urgência para a investigação. Para isso, pedia ao juiz de instrução que autorizasse a extracção de cópias das escutas, bem como dos relatórios policiais com os respectivos resumos. Nestas estavam incluídas as conversas de Vara com Sócrates.

O juiz, António Gomes, aceitou esta valoração das provas e disse mesmo que existiam «indícios muito fortes» – autorizando as cópias dos documentos e das escutas.

Estas duas certidões foram de imediato remetidas «em mão para superior apresentação», uma vez que o Ministério Público (MP) de Aveiro não tinha competência territorial para tal, além de estar em causa o primeiro-ministro. Seguiram-se, nos meses seguintes, mais seis certidões, que incluíam outras escutas telefónicas entretanto surgidas sobre o assunto e também documentos pedidos pelo procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro. Daí se ter assistido ao que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha Nascimento, qualificou a certa altura como «certidões aos bochechos».

Contraste e mistério

Como se sabe, estas certidões foram apreciadas pelo PGR e por Noronha Nascimento, por estar em causa José Sócrates. Em Setembro e em Novembro, ambos consideraram não haver razão para instaurar um inquérito – um contraste muito grande com as argumentações do procurador e do juiz de Aveiro.

Pinto Monteiro, que nunca divulgou os seus despachos e respectiva fundamentação, anunciou em dois comunicados sucessivos (14 e 21 de Novembro passado) que «não existiam indícios probatórios» e que as matérias oriundas de Aveiro padeciam de «irrelevância criminal». Isto além de não poderem ser usadas como prova, pois só o presidente do STJ pode autorizar escutas que envolvam o primeiro-ministro. Noronha mandou destruir essas escutas e foi mais longe, num despacho divulgado em Dezembro: «O conteúdo [das escutas] em que interveio o primeiro-ministro, não revela qualquer facto, circunstância, conhecimento ou referência, susceptíveis de ser entendidos ou interceptados como indício ou sequer como sugestão de algum comportamento com valor para ser ponderado em dimensão de ilícito penal».

Além do contraste, existe um mistério sobre o que se terá passado ao nível do MP, que resultou na existência de decisões díspares. Como o PGR já revelou, houve reuniões «entre Maio e Junho», ao mais alto nível (Pinto Monteiro, João Marques Vidal e Braga Themido, procurador-distrital de Coimbra) só para discutir o ‘Face Oculta’

IN SOL.IOL.PT

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O que se diz por aí...


IN "CORREIO DA MANHÃ"

2 de Fevereiro 2010 - 00h30

Crónica: Diário recusou publicar texto


Mário Crespo acusa ‘censura’


Mário Crespo acusa o primeiro-ministro, José Sócrates, e dois membros do Governo de o terem classificado como "um problema" a precisar de solução. E acrescenta que à conversa assistiu, sem "contraditar", um executivo de TV, que o CM sabe ser o director de programas da SIC, Nuno Santos.O caso estava descrito na habitual crónica de Crespo para o ‘Jornal de Notícias’ (ver página 2), mas, perante a recusa do diário em publicar o texto, este acabou por sair no site do Instituto Sá Carneiro.Ao CM, Mário Crespo refere ter sido avisado no domingo à noite por José Leite Pereira, director do ‘JN’, de que o texto não sairia. 'Não publicar uma crónica é muito grave, e o conteúdo dessa crónica também é muito grave', nota o pivô da SIC Notícias, que deixa de colaborar com aquele diário.O jornalista conta ainda ao CM que teve conhecimento da conversa entre os ministros e Nuno Santos através de um 'e-mail. Recebi--o no dia seguinte ao encontro. Confirmei que era fidedigno e tirei as minhas conclusões'.Contactado pelo CM, o director do ‘JN’ remete para um comunicado em que explica que a crónica 'não era um simples texto de opinião, mas fazia referências a factos'. Também o gabinete do primeiro--ministro recusou comentar.



PORTAS DEFENDE JORNALISTA


Paulo Portas, do CDS, classificou Mário Crespo como um 'jornalista profissional e com independência. Nenhum dos qualificativos que ouvi por aí se lhe aplica.' Já o regulador dos Media, ERC, não tem 'uma posição sobre o assunto', mas, 'caso venha a existir uma queixa, ela será apreciada'.



NUNO SANTOS E BÁRBARA À CONVERSA COM MINISTROS


José Sócrates, Pedro Silva Pereira e Jorge Lacão encontraram Nuno Santos e Bárbara Guimarães, casada com o socialista Manuel Maria Carrilho, a terminar um almoço no Hotel Tivoli, em Lisboa, sabe o CM. Enquanto circulavam à volta do buffet, José Sócrates e Nuno Santos falaram de Mário Crespo, jornalismo, política, do programa ‘Ídolos’ e até de férias. Enquanto trocavam palavras, alguém ouviu a conversa e transcreveu-a num e-mail, posteriormente enviado ao jornalista. Nuno Santos já terá explicado o sucedido a Mário Crespo.



PERFIL


Mário Crespo nasceu há 63 anos em Coimbra. Iniciou-se como jornalista na África do Sul. Fez carreira na RTP, onde foi correspondente nos EUA. Mudou para a SIC, onde se mantém. Vai lançar o livro ‘A Última Crónica’.Isabel Faria/Márcia Bajouco01 Fevereiro 2010 - 14h54 "


IN CORREIO DA MANHÃ DE HOJE 1 DE FEVEREIRO DE 2010


"Jornalista revela conversa do Governo


Mário Crespo denuncia ataque do Governo


O jornalista da SIC Notícias Mário Crespo denuncia esta segunda-feira, num artigo publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, ter sido o centro de uma conversa entre José Sócrates, Jorge Lacão e Pedro Silva Pereira, na qual terá sido descrito como "mentalmente débil".No texto, intitulado 'O Fim da Linha', Mário Crespo afirma que a conversa ocorreu no dia 26 de Janeiro, dia da entrega do Orçamento no Parlamento, num hotel de Lisboa. À mesa estavam o primeiro-ministro, o ministro dos Assuntos Parlamentares, que tem a tutela da Comunicação Social, o ministro da Presidência e um executivo de televisão, que o jornalista não identifica. 'Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ('um louco') a necessitar de ('ir para o manicómio'). Fui descrito como 'um profissional impreparado', pode ler-se no texto.Mário Crespo vai mais longe nas revelações e revela que o definiram 'como 'um problema' que teria de ter 'solução'. O jornalista adianta que confirmou o teor da conversa em que foi mencionado, transcrevendo a opinião de uma das suas fontes sobre a conversa. 'O PM (primeiro-ministro) tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre', afirma a fonte, cuja identidade Mário Crespo não revela.Mário Crespo não poupa críticas à relação entre o poder e os meios de comunicação social. 'Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados', escreve o jornalista, acrescentando que 'nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência'.O jornalista ataca, dizendo que 'Portugal, José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se uma sociedade insalubre'.Mário Crespo faz ainda uma análise de 2010, entendendo que 'o primeiro-ministro já não tem tantos 'problemas' nos media como tinha em 2009'. O final do ‘Jornal de Sexta' da TVI e o afastamento de Manuela Moura Guedes, a saída de José Eduardo Moniz da TVI, a demissão do director do Público, José Manuel Fernandes, são algumas dos alegados problemas resolvidos no ano passado que o jornalista descreve. 'Agora, que o 'problema' Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro-ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais 'um problema que tem que ser solucionado', termina Mário Crespo a sua crónica, não fugindo ao comentário 'Que perigosa palhaçada'.C. M. F.



O palhaço


2009-12-14


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.Ou nós, ou o palhaço.



A cabeça do polvo


2009-11-09


O sistema judicial português enfrenta o imenso desafio de não deixar que o Face Oculta se torne numa segunda Casa Pia. Até aqui o processo tem tido um avanço modelar. Não houve interferências políticas. Lopes da Mota não veio de Bruxelas discutir com os seus pares metodologias de arquivamento e, no que foi uma excelente janela de oportunidade de afirmação de independência, não havia sequer Ministro da Justiça na altura em que o País soube da enormidade do que se estava a passar no mundo da sucata. Mas, há ainda um perturbante sinal de identidade com a Casa Pia. É que o único detido, até aqui, é o equivalente ao Bibi e Manuel Godinho, o sucateiro, no mundo da alta finança política não pode ser muito mais do que Carlos Silvino foi no mundo da pedofilia. Ambos serviram amos exigentes, impiedosos e conhecedores que tentaram, e tentam, manter a face oculta. É preciso ter em mente que as empresas públicas são organizações complexas. Foram concebidas para ser complicadas. Com os tempos foram-se tornando cada vez mais sinuosas. Nas EPs, as tecnoestruturas, que Kenneth Galbraith identificou e descreveu como o cancro das grandes organizações, ocupam tudo e têm-se multiplicado, imunes a qualquer conceito de racionalidade democrática, num universo onde não conta o bom senso ou a lógica de produtividade. Parecem ter um único fim: servirem-se a si próprias. Realmente já não são fiscalizáveis. Nas zonas onde era possível algum controlo foram-se inventando compartimentos labirínticos para o neutralizar, com centros de custos onde se lançam verbas no pretexto teórico de elaborar contabilidades analíticas, mas cujo efeito prático é tornar impenetráveis os circuitos por onde se esvai o dinheiro público. Há sempre mais um campo a preencher em formulários reinventados constantemente onde as rubricas de gente que de facto é inimputável são necessárias para manter os monstros a funcionar. Sem controlo eficaz, nas empresas públicas é possível roubar tudo. Uma resma de papel A4, uma caneta BIC, um milhão de Euros, uma auto-estrada ou uma ponte. Tudo isto já foi feito. Por isso mais de metade do produto do trabalho dos portugueses está a fugir por esse mundo soturno que muito poucos dominam. Por causa disso, grande parte do património nacional é já propriedade dos conglomerados político-financeiros que hoje controlam o País. Por tudo isto é inconcebível que Manuel Godinho tenha sido o cérebro do polvo que durante anos esteve infiltrado nas maiores empresas do Estado. Ele nunca teria conhecimentos técnicos para o conseguir ser. Houve quem o mandasse fazer o que fez. Godinho saberá subornar com de sacos de cimento um Guarda-republicano corrupto ou disfarçar com lixo fedorento resíduos ferrosos roubados (pags 8241 e 8244 do despacho judicial). Saberá roubar fio de cobre e carris de caminho de ferro. Mas Godinho não é mais do que um executor empenhado e bem pago de uma quadrilha de altos executivos, conhecedores do sistema e das suas vulnerabilidades, que mandou nele. É preciso ir aos responsáveis pelas empresas públicas e aos ministérios que as tutelam. Nas finanças públicas, Manuel Godinho não é mais do que um Carlos Silvino da sucata. Se se deixar instalar a ideia de que ele é o centro de toda a culpa e que morto este bicho está morta esta peçonha, as faces continuarão ocultas. E a verdade também.



Excertos de textos publicados no mural do facebook "FÃS DO MÁRIO CRESPO E DAS SUAS CRÓNICAS DO JN".


Isto só é verdadeiramente preocupante porque está a acontecer em Portugal e o povinho a assobiar para o lado como se nada fosse. Aliás, em conversa com algumas pessoas bem colocadas no sistema bancário português, a que tive o privilégio de assistir por mero acaso (estava a acompanhar outra pessoa), fiquei deveras preocupado com as perspectivas de futuro da nossa economia. Pelo que ouvi espera-se a todo o momento um caso como a argentina, em que o país foi à bancarrota e ficou tudo sem tusto. É verdade que estamos na união europeia mas fiquei de sobremaneira preocupado com algumas coisas que ouvi...

Depois veremos o que os artistas que nos governaram em 12 dos últimos 15 anos têm a dizer...
ps.: Já agora aqui fica transcrito na íntegra o texto censurado de autoria do Mário Crespo:

O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro.
Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ENTREGUEM O TITULO AO BENFICA !!!


Sp.Braga-Benfica: Vandinho suspenso por três meses
CD da LPFP anunciou esta terça-feira os castigos decorrentes dos incidentes registados ao intervalo do encontro entre ambas as equipas, a contar para a 9ª Jornada da Liga Sagres. Não há jogadores do Benfica castigados no processo.
A Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou, esta terça-feira, os castigos decorrentes dos incidentes ocorridos no Sp. Braga-Benfica da 9ª Jornada da Liga Sagres, a 31 de Outubro de 2009, apenas com suspensões para jogadores dos "arsenalistas".

Vandinho foi suspenso por três meses, enquanto que Márcio Mossoró e Ney (agora emprestado ao Vit. Setúbal), foram punidos com três e dois jogos, respectivamente.
Ainda assim, Vandinho terá ainda de pagar uma multa de 1500 Euros, por "tentativa de agressão" contra o treinador-adjunto do Benfica, Raul José, sendo que a moldura penal, nestes casos, vai de três meses a um ano
Mossoró paga, igualmente, 1500 Euros por "agressão consumada sob a forma continuada" a Óscar Cardozo, enquanto que Ney vê-lhe ser aplicada uma multa de 1000 Euros por "agressão consumada" ao avançado paraguaio do Benfica.

Do lado do Benfica, o Director de Segurança, Rui Pereira, com multa de 500 Euros, e José Ribeiro e José da Cruz, membros do staff técnico, com multas de 500 e 750 Euros cada, por "presença ilegítima em zona de acesso reservado durante o intervalo".

De resto, o órgão presidido por Ricardo Costa decidiu ainda arquivar os processos instaurados inicialmente a Angel Di María (Benfica), ao fisioterapeuta do Sp. Braga e a Moisés (Sp. Braga), este por "alegadas ameaças e injúrias" a jogadores "encarnados", assim como aplicar uma multa de 750 Euros a Alan (Sp. Braga) e de 400 Euros a Ramires (Benfica).

Os castigos anunciados pela CD da LPFP surgem na sequência dos incidentes ocorridos à entrada para o túnel e já no interior do mesmo, no intervalo do encontro.

O gabinete jurídico do Sp. Braga já confirmou, à Agência Lusa, que o clube vai apresentar recurso do castigo no Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e conta anunciar ainda hoje os argumentos de defesa.

in RR.PT

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Candidatura!!!!




H.U.L.K.


(Hiper e Ultra Leveza de Kualidade)


Mais vale tarde que nunca! Depois de anos sem fio pressionados por um poder despota e absolutista, surge a minha candidatura destinada à liberdade!
No meu mandato (quase) todos terão os mesmos direitos, ao contrário do sucedido até ao momento. Este é o programa do Hulk:


- depois de intensas negociações com o professor Marcelo (aka Sá Rocha) consegui desviá-lo da RTP para "o último clandestino" com o objectivo de melhorar intelectualmente o blog. Assim, o prof Marcelo posteará uma vez por semana um assunto económico/social para debate geral;

- também foram um exito as negociações com o sucessor de Vale e Azevedo (aka Meireles) que colocará um post todas as semanas sobre política e/ou um choradinho sobre as tristes condições da Justiça em Portugal;

- mais fácil foi a negociação quase imediata com o nosso revolucionário monárquico (aka amil) que ainda pagará para fazer deste blog um instrumento de propaganda política. Os fundos deste senhor ajudarão a que o Hulk fique ainda mais forte!

- fáceis também foram as negociações com o Bluebeast que terá acesso privilegiado às informações do administrador e estará a cargo de um artigo de opinião ao estilo do "Pato". Também será responsável pela criação e formação de um "Guarda Abel" para manter o respeito de todos os membros do blog!!

- o ex-administrador Duxxi terá 3 opções neste blog depois de perder as eleiçoes sujeita a voto: ou será deportado; ou irá à guilhotina; ou terá que fazer um bem há sociedade colocando um post de um "mulherão" todas as semanas.

- todos os outros membros são bem vindos e podem comentar o que quiserem. Aliás, as mulheres terão igualdade de direitos.

- claro está que todos podem fazer post sobre futebol (sem denegrir a imagem do actual campeão nacional).

- O fundo do blog ficará com tons azulados e no escudo do Rei D.Afonso Henriques aparecerá uma imagem de força extrema, ou seja, um Dragão.


Espero que todos estejam com o Hulk!!!


sábado, 30 de janeiro de 2010

FCP vs. Benfas


Análise: guia prático para entender o conflito Benfica-F.C. Porto (parte I)


Este texto pretende ser uma reflexão e um guia prático para ajudar os leitores que se sentem estupefactos perante o momento actual do futebol português. Parte do princípio de que os factos são sagrados e as opiniões são livres. Se aguentar até ao fim e quiser partilhar a sua opinião, caro leitor, o seu comentário será bem-vindo.

O que se passa hoje no futebol português?

Nem todos os passos são claros, mas o essencial creio que está à vista: trata-se de um luta entre Benfica e F.C. Porto (escolho a ordem alfabética para nomear os intervenientes).

Uma luta pelo título, mas também pelo dinheiro da Liga dos Campeões.

É também uma luta entre duas pessoas que antes foram amigas e hoje não se suportam, Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira (outra vez por ordem alfabética).

Já não é uma luta entre duas culturas e duas formas distintas de estar no futebol (ainda recentemente, quando se recordou Pedroto, ficou à vista a base ideológica e comportamental que suporta o F.C. Porto dos tempos modernos). Hoje, por estranho que possa parecer, assistimos a um combate no mesmo terreno, com armas e estratégias muito semelhantes. O Benfica de outros tempos acabou (para ser justo, já tinha acabado há muito tempo, só não aparecera uma nova identidade, apenas o vazio).

Por que sucede?

Esta luta só acontece agora, de forma tão evidente, porque o Benfica está mais forte do que tem sido hábito neste século.

O facto de o clube da Luz aparecer mais sólido e competitivo retirou tempo ao F.C. Porto e ao fazê-lo permitiu a dúvida.

Nos últimos anos, o crónico campeão deu-se ao luxo de vender sempre os melhores jogadores, realizar dinheiro e mesmo assim continuar a vencer. Por duas razões simples: porque os adversários apresentaram fragilidades e porque teve tempo. Mesmo quando oscilou, o F.C. Porto manteve-se à frente ou pelo menos bem dentro da corrida.

Este ano, pela primeira vez nos últimos anos, o dragão está há demasiado tempo longe da liderança e quem vê os jogos percebe que existe uma possibilidade real de não chegar ao fim em primeiro. E até, pasme-se, é justo para o Sp. Braga colocar a hipótese de a equipa de Jesualdo Ferreira terminar fora dos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

A informação é a chave?

O Benfica está mais forte por duas ou três razões fáceis de entender. Por um lado contratou um treinador que conhece o futebol português, o que reduziu a zero o tempo de adaptação, tão bem aproveitado pelo F.C. Porto no passado. Além disso foi feliz em duas ou três contratações e, não menos importante, montou uma estrutura forte de suporte a tudo isto.

Essa estrutura movimenta-se bem na parte menos visível do futebol.

Tem pessoas bem informadas, com experiência e conhecimentos vários. E tem funcionado como um corpo só, pelo menos publicamente.

Uma das áreas mais cuidadas é a da comunicação. Existe um canal de televisão sem grande expressão, mas que serve para ir passando a mensagem junto dos adeptos. Uma relação mais do que privilegiada com um jornal diário, que sublinha as forças próprias e as fraquezas alheias. Acresce ainda uma pressão constante sobre a generalidade dos meios de comunicação social, através de uma gestão atenta da informação: o que se dá, o que se contesta, quem fala, como se fala, a quem se fala.

No fundo, o Benfica joga com a comunicação social uma partida que o F.C. Porto «inventou» e que conhece há muitos anos. Neste tabuleiro, durante anos inclinado, as contas estão agora equilibradas.

(um aspecto lateral: nos dias que correm, seria interessante filmar, e divulgar, o comportamento que os responsáveis dos diversos clubes têm na zona de entrevistas rápidas a seguir aos jogos, hoje o único momento de exposição/fragilidade mediática que os protagonistas têm de enfrentar)

Um acidente decisivo?

O reforço do Benfica no campo, nos gabinetes e nos media não é novidade para quem segue o futebol com atenção. Portanto, não acredito que o F.C. Porto tenha sido surpreendido pelo que encontrou na visita à Luz. Mas a verdade é que não soube estar à altura. A acreditar na acusação da Comissão Disciplinar da Liga (e o que se conhece leva a crer que estará muito próxima do que se passou de facto), «stewards» pagos pelo clube da casa estavam num sítio onde deviam ser proibidos, provocaram os jogadores do F.C. Porto e estes reagiram com agressões.

Num jogo duro como este, agora equilibrado nos diversos tabuleiros, um erro pode decidir. E este erro portista pode ter um peso decisivo no desfecho do campeonato.

Porque reforça a fé do adversário («Estão a ver?, isto funciona e eles estão a ficar nervosos!») e porque na passada foi apanhado o mais valioso activo do plantel: Hulk.

Tudo o que tem acontecido depois do dia em que Hulk e Sapunaru foram expulsos no agora famoso túnel da Luz é uma forma de F.C. Porto e Benfica tentarem lidar com o episódio.

Uns insinuam que até haveria mais jogadores portistas a merecer castigos. Outros sustentam que os maus da fita são os «stewards».

O objectivo de uns e de outros é apenas um: influenciar a Comissão Disciplinar da Liga. As mais recentes declarações de Ruben Micael sobre o intervalo do Benfica-Nacional são um exemplo da disponibilidade que existe para fazer tudo o que for necessário para colocar pressão sobre quem vai ter de decidir.

O que se segue?

A divulgação de escutas do apito dourado no «Youtube» foi o toque tecnológico destes últimos tempos. Não quero com isto dizer que foi o Benfica quem as divulgou (as autoridades judiciais talvez descubram o autor, um dia), mas a forma entusiasmada como o canal do clube as potenciou revelou a estratégia para os próximos tempos: relembrar o caso, expondo Pinto da Costa. Não para atacar directamente o presidente do F.C. Porto, sobretudo para influenciar quem tem de apitar jogos e decidir em instantes.

No meio de tudo isto, o presidente do F.C. Porto já foi duas vezes incomodado directamente: uma antes do jogo, no hotel, em Lisboa; outra há dias, no Estoril, quando o carro em que viajava foi apedrejado. São sinais preocupantes, violentos, mas não se pode dizer que sejam propriamente originais. Pelo menos para quem se lembrar do que passou um antigo presidente do Benfica, João Santos, há uns anos já largos, no Porto.

Aqui chegados, acho que já ninguém terá grandes dúvidas sobre o que nos espera: o pior.

O Benfica estará pronto para levar até ao fim a estratégia que definiu. No campo e fora dele.

O F.C. Porto, agora com Pinto da Costa acossado, tenderá a recuperar fórmulas de defesa e ataque que já funcionaram no passado e que os repetidos sucessos tinham permitido suavizar.

O resumo de tudo isto é, pelo menos aos meus olhos, simples: o Benfica está mais forte do que nos últimos anos e pronto para esticar o conflito até limites que antes não pisava. Pelo menos de forma tão organizada. E isso está a trazer de volta o F.C. Porto de outros tempos.

No meio de tudo isto, resta-nos desejar boa sorte aos árbitros. Vão precisar.


Porra.... Genial a meu ver. Texto do Luís Sobral no maisfutebol.

É exactamente o que digo: este LFV é um aprendiz de Pinto da Costa!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lembram-se daquele Clube das Camisolas Esquisitas?!



Pois é...o Boavista anda perdido pelos últimos lugares da Segunda Divisão com Vitor Paneira agora a comandar as tropas axadrezadas, mas pelos relatos que me têm chegado os seus adeptos têm estado em grande..lol..
É a vantagem de ter nesta divisão SuperBock no Estádio ;)

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É caso para dizer: tinha que ser com os melhores adeptos do mundo...

C.D. da LIGA, VERGONHA SEM LIMITES


Rúben Micael estranha o facto de a Comissão Disciplinar da Liga não o ter chamado para esclarecer as declarações que fez no final do Benfica-Nacional de Outubro, onde denunciou incidentes ocorridos, ao intervalo, no túnel da Luz, protagonizados por Jorge Jesus e Rui Costa. Ontem, para reforçar a estranheza, o agora jogador do FC Porto pormenorizou o episódio. "Os jogadores estavam picados e, quando o árbitro apitou para o intervalo, o Luisão foi falar com o Cléber. Como o Luisão já tinha um amarelo, o treinador do Benfica veio em direcção ao Cléber e empurrou-o", contou, em declarações à Rádio Renascença.
Depois desse primeiro acto, a confusão continuou e passou a envolvê-lo directamente: "Virei as costas e ia para o balneário, no túnel, quando, de repente, apareceu-me o Rui Costa de um lado e o Jesus do outro. Rui Costa disse muitos palavrões e repetiu várias vezes. Jesus estava do outro lado e pôs-me dois dedos na cara. Como viu que não respondi, voltou a pôr os dois dedos; comecei a rir e fui para o balneário, porque o que eles queriam não conseguiram". Rúben diz ter sido provocado. "A partir do momento em que me põem dois dedos na cara, duas vezes, estando outra pessoa a dizer-me tudo e mais alguma coisa, só posso achar que é provocação". E reforçou: "Aquilo foi uma vergonha".
O médio conta que a confusão acalmou assim que entrou no balneário, facto que o fez suspeitar que seria ele o único alvo da alegada investida de Jorge Jesus e Rui Costa. "Queriam que eu reagisse. A partir do momento que entrei, apesar de um empurrão ou outro, pelo que me disseram, acalmou tudo".
Ainda que sem estes detalhes, Rúben Micael lembra que denunciou tudo logo na entrevista televisiva que se seguiu ao final do jogo. "Repeti várias vezes e acho estranho que, até agora, ninguém me tenha chamado para perguntar o porquê de ter dito aquilo". Manuel Machado, treinador do Nacional, também se referiu aos incidentes na "flash-interview" e, ontem, a Comissão Disciplinar da Liga anunciou ter arquivado o processo relativo a essas declarações.


Edgar Costa corrobora versão do ex-companheiro

Edgar Costa, autor do único golo do Nacional no Estádio da Luz no jogo em questão, corroborou as declarações de Rúben Micael sobre os incidentes no túnel. "O que vi foi, no intervalo do jogo, quando íamos para o balneários, o mister Jorge Jesus a empurrar o Cléber. Depois, mais à frente, no túnel, estava o mister Jesus a meter os dedos na cara do Rúben e o Rui Costa a insultá-lo. Nessa altura, afastei o Rúben para o interior do nosso balneário para acalmar as coisas. Não havia qualquer motivo para isto acontecer. O futebol é para ser jogador e não para andar em confusões", revelou, também em declarações à Rádio Renascença.


PS: Enquanto a C.D. da Liga decidiu castigar de novo PC, vem hoje a público que Jesus "agrediu" Ruben Micael e que Rui Costa o insultou, versão confirmada pelos colegas do Nacional, entre outras coisas estranhas no túnel da Luz!
Entretanto, Aimar foi multado por simulação...Multado, não castigado...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010