
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Nem mais... Força Branquinhos!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Preocupante...

«A IKEA, empresa sueca líder mundial no mercado de distribuição de móveis e artigos de decoração para o lar, já recebeu cerca de 22 mil candidaturas no processo de recrutamento dos colaboradores que formarão a equipa da terceira loja em Portugal, a IKEA Loures. Destas 22 mil candidaturas, cerca de 70% foram já consideradas aptas para continuar no processo de selecção da nova equipa IKEA em Portugal, facto bastante significativo considerando o número de pessoas envolvidas», avança a empresa num comunicado enviado à redacção da Agência Financeira.
A abertura do Ikea Loures representa a criação de 480 postos de trabalho directos, que se vão juntar aos mais de 1.100 que já compõem as equipas das lojas IKEA Alfragide e IKEA Matosinhos.
Até 2015, horizonte do Plano de Expansão do Grupo IKEA em Portugal, está prevista a criação de mais 4.500 empregos directos.
As mulheres estão em maioria neste processo de recrutamento, já que representam 62% dos candidatos, face aos 38% de homens, todos, na grande maioria de nacionalidade portuguesa (86%).
«A grande maioria dos candidatos à equipa da IKEA Loures tem entre 18 e 39 anos, sendo que o cluster 29-39 reúne cerca de 40% das candidaturas. Perto de 40% dos candidatos têm formação superior, sendo que o ensino secundário reúne cerca de 39% das candidaturas.
O processo de recrutamento decorre até ao próximo dia 28 de Fevereiro.
Milo é o vencedor das próximas eleições
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Emílio Macedo dixit...
“Caro amigo eu não respondo a possíveis candidatos. Portanto o Pimenta Machado nunca foi um candidato, foi um possível candidato de maneira que eu só falo de dois candidatos que sou eu e o Pinto Brasil.”
“E que ideia tem dele (de Pinto Brasil)?”
“Não tenho nada que fazer valores de juízo, seja de quem for. É um candidato, tem direito a ser candidato porque é sócio do Vitória, e portanto não vou comentar seja aquilo que for do outro candidato.”
a 18 Fevereiro 2010, na apresentação da sua lista de assinaturas
in: http://www.d-afonsohenriques.blogspot.com/
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
A nossa realidade
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder a umas perguntas.
Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- PAULINHO. (lembre-se bem deste nome)
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.
Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas.
Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é o seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??
Empresário de Hulk compara Liga Portuguesa a uma pizzaria

Empresário de Hulk compara Liga Portuguesa a uma pizzaria
Teodoro Fonseca acusa os dirigentes da Liga de menorizarem a competição portuguesa. Revela que houve clubes interessados na contratação de Hulk, em Janeiro. O empresário reconhece que a presença do avançado no Mundial 2010 está em risco.
Após 59 dias de suspensão, 12 jogos depois, Hulk está de regresso aos relvados, esta noite, no encontro da Liga dos Campeões frente ao Arsenal, no estádio do Dragão. A suspensão do brasileiro, que continua a ser preventiva, é apenas válida para as provas nacionais.
Revoltado, o empresário do jogador, Teodoro Fonseca, diz que é uma "palhaçada" o que está a acontecer a Hulk, no futebol português, apelando à intervenção do Governo e tecendo duras críticas à Liga Portuguesa de Futebol Profissional que compara a uma "pizzaria".
Teodoro Fonseca considera que a Liga Portuguesa tem comportamentos de Liga "pequena". Noutro país, o caso do túnel da Luz "estaria resolvido numa semana", diz o empresário. Além disso, esta suspensão "poderá custar a presença no Mundial ao Hulk. A Liga cortou a esperança de um atleta de 23 anos de se estrear num Campeonato do Mundo".
Teodoro Fonseca apela ao "governo português" para actuar e resolver algo que considera ser uma "injustiça". O empresário revela ainda, nesta entrevista a Bola Branca, que vários clubes perguntaram pelas condições de saída do FC Porto, no mercado de Inverno. Por esse ângulo, o empresário do jogador acha que o passe de Hulk não ficou desvalorizado, garantindo também que o "Incrível" nunca quis sair do Dragão.
in RR.PT
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O regresso do rei
Passavam 15 minutos das 18 horas quando António Pimenta Machado se apresentou na sede do Vitória. No caminho, foi saúdado pelos adeptos, que cumprimentou um a um. Acompanhado pela filha, Eugénia, médica otorrino, Pimenta Machado mostrou aos jornalistas o seu cartão de associado, com o n.º 2707, com a quota de Junho de 2010 já paga.
"Estou aqui na qualidade de sócio honorário e sócio efectivo do Vitória de Guimarães", referiu, dissipando dúvidas levantadas pelo facto de não ter, até ontem, as quotas em dia, não podendo, assim, candidatar-se à presidência do clube. "Vou ver como estão as contas...se me deixarem", referiu, antes de entrar na sede, onde foi recebido com sorrisos pelos funcionários. De onde saiu cinco minutos depois. "Estarei cá na segunda-feira, pelas 18 horas, para ver as contas, pois hoje não foi possível", revelou. Quem está neste momento a ver as contas é Pinto Brasil, candidato já assumido.
Memórias de um passado demasiado recente
KAKAKAkakaaaa
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O texto da polémica que não passou do Mário Crespo para o Jornal de Notícias

PALHAÇO
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.
E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.
Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.
Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
DEMITA-SE JÁ SFF !

A explicação surge de forma simples e sem margem para dúvidas: surgiram «indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro» , visando «a interferência no sector da comunicação social e afastamento de jornalistas incómodos». Isto a três meses das eleições legislativas e com «prejuízo» para a PT.
Os órgãos e as pessoas visadas nesse «plano» eram, em primeiro lugar, a TVI, José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes. Mas mais: «resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do senhor Presidente da República».
Estas são as palavras usadas pelo procurador da República e pelo juiz de instrução do processo ‘Face Oculta’ para fundamentar os despachos que deram, em final de Junho do ano passado, mandando extrair certidões para que fosse instaurado um inquérito autónomo ao referido «plano», que consideravam consubstanciar um crime de «atentado contra o Estado de Direito».
São estes despachos – até agora desconhecidos, do procurador João Marques Vidal e do juiz de instrução António Gomes – que o SOL revela e publica nesta edição. A sua leitura integral, bem como das principais escutas telefónicas que os suportam, permite perceber as razões por que dois magistrados consideraram que devia ser instaurado um inquérito que visaria directamente o primeiro-ministro e vários gestores da área do PS, alguns já arguidos no ‘Face Oculta’.
O aviso da PJ
O primeiro alerta foi dado no dia 12 de Junho por Teófilo Santiago, director da Polícia Judiciária de Aveiro e coordenador no terreno das investigações do ‘Face Oculta’. Entre as vigilâncias e escutas telefónicas montadas aos arguidos Armando Vara e Paulo Penedos – suspeitos, juntamente com altos quadros de grandes empresas públicas, de colaborar nos crimes de corrupção e tráfico de influências que permitiram ao empresário de Ovar, Manuel Godinho, ganhar uma série de concursos na área dos resíduos industriais – tinham surgido «situações» que lhe suscitavam «sérias dúvidas quanto à sua legalidade».
Em causa estavam as conversas de Paulo Penedos, dirigente do PS e assessor da PT, e de Armando Vara, antigo dirigente socialista e então vice-presidente do BCP. O primeiro falava com o administrador executivo Rui Pedro Soares – seu superior hierárquico e que no dia 3 de Junho fora a Madrid num avião a jacto, falar com a Prisa, proprietária da TVI – e outros altos quadros da empresa. Vara falava com empresários e com o primeiro-ministro, José Sócrates. Percebia-se que havia já um «negócio» com contornos definidos, de aquisição de parte da TVI pela PT, de uma forma encapotada.
No dia 23 de Junho, o procurador Marques Vidal mandou extrair certidão para se abrir um inquérito a estes factos. E justificou: há «fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social visando o afastamento de jornalistas incómodos e o controlo dos meios de comunicação social». Um plano que se «concretizaria através de uma rede instalada nas grandes empresas e no sistema bancário» e que recorria até «a prestação de informações falsas às autoridades de supervisão».
O magistrado explicava ainda que a precipitação dos acontecimentos (o negócio iria ser assinado daí a dois dias) obrigava a avançar com urgência para a investigação. Para isso, pedia ao juiz de instrução que autorizasse a extracção de cópias das escutas, bem como dos relatórios policiais com os respectivos resumos. Nestas estavam incluídas as conversas de Vara com Sócrates.
O juiz, António Gomes, aceitou esta valoração das provas e disse mesmo que existiam «indícios muito fortes» – autorizando as cópias dos documentos e das escutas.
Estas duas certidões foram de imediato remetidas «em mão para superior apresentação», uma vez que o Ministério Público (MP) de Aveiro não tinha competência territorial para tal, além de estar em causa o primeiro-ministro. Seguiram-se, nos meses seguintes, mais seis certidões, que incluíam outras escutas telefónicas entretanto surgidas sobre o assunto e também documentos pedidos pelo procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro. Daí se ter assistido ao que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha Nascimento, qualificou a certa altura como «certidões aos bochechos».
Contraste e mistério
Como se sabe, estas certidões foram apreciadas pelo PGR e por Noronha Nascimento, por estar em causa José Sócrates. Em Setembro e em Novembro, ambos consideraram não haver razão para instaurar um inquérito – um contraste muito grande com as argumentações do procurador e do juiz de Aveiro.
Pinto Monteiro, que nunca divulgou os seus despachos e respectiva fundamentação, anunciou em dois comunicados sucessivos (14 e 21 de Novembro passado) que «não existiam indícios probatórios» e que as matérias oriundas de Aveiro padeciam de «irrelevância criminal». Isto além de não poderem ser usadas como prova, pois só o presidente do STJ pode autorizar escutas que envolvam o primeiro-ministro. Noronha mandou destruir essas escutas e foi mais longe, num despacho divulgado em Dezembro: «O conteúdo [das escutas] em que interveio o primeiro-ministro, não revela qualquer facto, circunstância, conhecimento ou referência, susceptíveis de ser entendidos ou interceptados como indício ou sequer como sugestão de algum comportamento com valor para ser ponderado em dimensão de ilícito penal».
Além do contraste, existe um mistério sobre o que se terá passado ao nível do MP, que resultou na existência de decisões díspares. Como o PGR já revelou, houve reuniões «entre Maio e Junho», ao mais alto nível (Pinto Monteiro, João Marques Vidal e Braga Themido, procurador-distrital de Coimbra) só para discutir o ‘Face Oculta’
IN SOL.IOL.PT
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
O que se diz por aí...

O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
ENTREGUEM O TITULO AO BENFICA !!!

Sp.Braga-Benfica: Vandinho suspenso por três meses
CD da LPFP anunciou esta terça-feira os castigos decorrentes dos incidentes registados ao intervalo do encontro entre ambas as equipas, a contar para a 9ª Jornada da Liga Sagres. Não há jogadores do Benfica castigados no processo.
A Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou, esta terça-feira, os castigos decorrentes dos incidentes ocorridos no Sp. Braga-Benfica da 9ª Jornada da Liga Sagres, a 31 de Outubro de 2009, apenas com suspensões para jogadores dos "arsenalistas".
Vandinho foi suspenso por três meses, enquanto que Márcio Mossoró e Ney (agora emprestado ao Vit. Setúbal), foram punidos com três e dois jogos, respectivamente.
Ainda assim, Vandinho terá ainda de pagar uma multa de 1500 Euros, por "tentativa de agressão" contra o treinador-adjunto do Benfica, Raul José, sendo que a moldura penal, nestes casos, vai de três meses a um ano
Mossoró paga, igualmente, 1500 Euros por "agressão consumada sob a forma continuada" a Óscar Cardozo, enquanto que Ney vê-lhe ser aplicada uma multa de 1000 Euros por "agressão consumada" ao avançado paraguaio do Benfica.
Do lado do Benfica, o Director de Segurança, Rui Pereira, com multa de 500 Euros, e José Ribeiro e José da Cruz, membros do staff técnico, com multas de 500 e 750 Euros cada, por "presença ilegítima em zona de acesso reservado durante o intervalo".
De resto, o órgão presidido por Ricardo Costa decidiu ainda arquivar os processos instaurados inicialmente a Angel Di María (Benfica), ao fisioterapeuta do Sp. Braga e a Moisés (Sp. Braga), este por "alegadas ameaças e injúrias" a jogadores "encarnados", assim como aplicar uma multa de 750 Euros a Alan (Sp. Braga) e de 400 Euros a Ramires (Benfica).
Os castigos anunciados pela CD da LPFP surgem na sequência dos incidentes ocorridos à entrada para o túnel e já no interior do mesmo, no intervalo do encontro.
O gabinete jurídico do Sp. Braga já confirmou, à Agência Lusa, que o clube vai apresentar recurso do castigo no Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e conta anunciar ainda hoje os argumentos de defesa.
in RR.PT
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Candidatura!!!!

sábado, 30 de janeiro de 2010
FCP vs. Benfas

Análise: guia prático para entender o conflito Benfica-F.C. Porto (parte I)
O que se passa hoje no futebol português?
Nem todos os passos são claros, mas o essencial creio que está à vista: trata-se de um luta entre Benfica e F.C. Porto (escolho a ordem alfabética para nomear os intervenientes).
Uma luta pelo título, mas também pelo dinheiro da Liga dos Campeões.
É também uma luta entre duas pessoas que antes foram amigas e hoje não se suportam, Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira (outra vez por ordem alfabética).
Já não é uma luta entre duas culturas e duas formas distintas de estar no futebol (ainda recentemente, quando se recordou Pedroto, ficou à vista a base ideológica e comportamental que suporta o F.C. Porto dos tempos modernos). Hoje, por estranho que possa parecer, assistimos a um combate no mesmo terreno, com armas e estratégias muito semelhantes. O Benfica de outros tempos acabou (para ser justo, já tinha acabado há muito tempo, só não aparecera uma nova identidade, apenas o vazio).
Por que sucede?
Esta luta só acontece agora, de forma tão evidente, porque o Benfica está mais forte do que tem sido hábito neste século.
O facto de o clube da Luz aparecer mais sólido e competitivo retirou tempo ao F.C. Porto e ao fazê-lo permitiu a dúvida.
Nos últimos anos, o crónico campeão deu-se ao luxo de vender sempre os melhores jogadores, realizar dinheiro e mesmo assim continuar a vencer. Por duas razões simples: porque os adversários apresentaram fragilidades e porque teve tempo. Mesmo quando oscilou, o F.C. Porto manteve-se à frente ou pelo menos bem dentro da corrida.
Este ano, pela primeira vez nos últimos anos, o dragão está há demasiado tempo longe da liderança e quem vê os jogos percebe que existe uma possibilidade real de não chegar ao fim em primeiro. E até, pasme-se, é justo para o Sp. Braga colocar a hipótese de a equipa de Jesualdo Ferreira terminar fora dos lugares de acesso à Liga dos Campeões.
A informação é a chave?
O Benfica está mais forte por duas ou três razões fáceis de entender. Por um lado contratou um treinador que conhece o futebol português, o que reduziu a zero o tempo de adaptação, tão bem aproveitado pelo F.C. Porto no passado. Além disso foi feliz em duas ou três contratações e, não menos importante, montou uma estrutura forte de suporte a tudo isto.
Essa estrutura movimenta-se bem na parte menos visível do futebol.
Tem pessoas bem informadas, com experiência e conhecimentos vários. E tem funcionado como um corpo só, pelo menos publicamente.
Uma das áreas mais cuidadas é a da comunicação. Existe um canal de televisão sem grande expressão, mas que serve para ir passando a mensagem junto dos adeptos. Uma relação mais do que privilegiada com um jornal diário, que sublinha as forças próprias e as fraquezas alheias. Acresce ainda uma pressão constante sobre a generalidade dos meios de comunicação social, através de uma gestão atenta da informação: o que se dá, o que se contesta, quem fala, como se fala, a quem se fala.
No fundo, o Benfica joga com a comunicação social uma partida que o F.C. Porto «inventou» e que conhece há muitos anos. Neste tabuleiro, durante anos inclinado, as contas estão agora equilibradas.
(um aspecto lateral: nos dias que correm, seria interessante filmar, e divulgar, o comportamento que os responsáveis dos diversos clubes têm na zona de entrevistas rápidas a seguir aos jogos, hoje o único momento de exposição/fragilidade mediática que os protagonistas têm de enfrentar)
Um acidente decisivo?
O reforço do Benfica no campo, nos gabinetes e nos media não é novidade para quem segue o futebol com atenção. Portanto, não acredito que o F.C. Porto tenha sido surpreendido pelo que encontrou na visita à Luz. Mas a verdade é que não soube estar à altura. A acreditar na acusação da Comissão Disciplinar da Liga (e o que se conhece leva a crer que estará muito próxima do que se passou de facto), «stewards» pagos pelo clube da casa estavam num sítio onde deviam ser proibidos, provocaram os jogadores do F.C. Porto e estes reagiram com agressões.
Num jogo duro como este, agora equilibrado nos diversos tabuleiros, um erro pode decidir. E este erro portista pode ter um peso decisivo no desfecho do campeonato.
Porque reforça a fé do adversário («Estão a ver?, isto funciona e eles estão a ficar nervosos!») e porque na passada foi apanhado o mais valioso activo do plantel: Hulk.
Tudo o que tem acontecido depois do dia em que Hulk e Sapunaru foram expulsos no agora famoso túnel da Luz é uma forma de F.C. Porto e Benfica tentarem lidar com o episódio.
Uns insinuam que até haveria mais jogadores portistas a merecer castigos. Outros sustentam que os maus da fita são os «stewards».
O objectivo de uns e de outros é apenas um: influenciar a Comissão Disciplinar da Liga. As mais recentes declarações de Ruben Micael sobre o intervalo do Benfica-Nacional são um exemplo da disponibilidade que existe para fazer tudo o que for necessário para colocar pressão sobre quem vai ter de decidir.
O que se segue?
A divulgação de escutas do apito dourado no «Youtube» foi o toque tecnológico destes últimos tempos. Não quero com isto dizer que foi o Benfica quem as divulgou (as autoridades judiciais talvez descubram o autor, um dia), mas a forma entusiasmada como o canal do clube as potenciou revelou a estratégia para os próximos tempos: relembrar o caso, expondo Pinto da Costa. Não para atacar directamente o presidente do F.C. Porto, sobretudo para influenciar quem tem de apitar jogos e decidir em instantes.
No meio de tudo isto, o presidente do F.C. Porto já foi duas vezes incomodado directamente: uma antes do jogo, no hotel, em Lisboa; outra há dias, no Estoril, quando o carro em que viajava foi apedrejado. São sinais preocupantes, violentos, mas não se pode dizer que sejam propriamente originais. Pelo menos para quem se lembrar do que passou um antigo presidente do Benfica, João Santos, há uns anos já largos, no Porto.
Aqui chegados, acho que já ninguém terá grandes dúvidas sobre o que nos espera: o pior.
O Benfica estará pronto para levar até ao fim a estratégia que definiu. No campo e fora dele.
O F.C. Porto, agora com Pinto da Costa acossado, tenderá a recuperar fórmulas de defesa e ataque que já funcionaram no passado e que os repetidos sucessos tinham permitido suavizar.
O resumo de tudo isto é, pelo menos aos meus olhos, simples: o Benfica está mais forte do que nos últimos anos e pronto para esticar o conflito até limites que antes não pisava. Pelo menos de forma tão organizada. E isso está a trazer de volta o F.C. Porto de outros tempos.
No meio de tudo isto, resta-nos desejar boa sorte aos árbitros. Vão precisar.
Porra.... Genial a meu ver. Texto do Luís Sobral no maisfutebol.
É exactamente o que digo: este LFV é um aprendiz de Pinto da Costa!!





