sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Memórias de um passado demasiado recente

Tem uma apresentação antes, mas o interessante vem a seguir.
KAKAKAkakaaaa

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ora aqui vai mais uma... PESSOAL! venham daí essas justificações.




PÊÉSE, PÊÉSE, PÊÉSE...

O texto da polémica que não passou do Mário Crespo para o Jornal de Notícias


PALHAÇO

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.
E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.

Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.

Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DEMITA-SE JÁ SFF !




A explicação surge de forma simples e sem margem para dúvidas: surgiram «indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro» , visando «a interferência no sector da comunicação social e afastamento de jornalistas incómodos». Isto a três meses das eleições legislativas e com «prejuízo» para a PT.


Os órgãos e as pessoas visadas nesse «plano» eram, em primeiro lugar, a TVI, José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes. Mas mais: «resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do senhor Presidente da República».


Estas são as palavras usadas pelo procurador da República e pelo juiz de instrução do processo ‘Face Oculta’ para fundamentar os despachos que deram, em final de Junho do ano passado, mandando extrair certidões para que fosse instaurado um inquérito autónomo ao referido «plano», que consideravam consubstanciar um crime de «atentado contra o Estado de Direito».

São estes despachos – até agora desconhecidos, do procurador João Marques Vidal e do juiz de instrução António Gomes – que o SOL revela e publica nesta edição. A sua leitura integral, bem como das principais escutas telefónicas que os suportam, permite perceber as razões por que dois magistrados consideraram que devia ser instaurado um inquérito que visaria directamente o primeiro-ministro e vários gestores da área do PS, alguns já arguidos no ‘Face Oculta’.

O aviso da PJ

O primeiro alerta foi dado no dia 12 de Junho por Teófilo Santiago, director da Polícia Judiciária de Aveiro e coordenador no terreno das investigações do ‘Face Oculta’. Entre as vigilâncias e escutas telefónicas montadas aos arguidos Armando Vara e Paulo Penedos – suspeitos, juntamente com altos quadros de grandes empresas públicas, de colaborar nos crimes de corrupção e tráfico de influências que permitiram ao empresário de Ovar, Manuel Godinho, ganhar uma série de concursos na área dos resíduos industriais – tinham surgido «situações» que lhe suscitavam «sérias dúvidas quanto à sua legalidade».

Em causa estavam as conversas de Paulo Penedos, dirigente do PS e assessor da PT, e de Armando Vara, antigo dirigente socialista e então vice-presidente do BCP. O primeiro falava com o administrador executivo Rui Pedro Soares – seu superior hierárquico e que no dia 3 de Junho fora a Madrid num avião a jacto, falar com a Prisa, proprietária da TVI – e outros altos quadros da empresa. Vara falava com empresários e com o primeiro-ministro, José Sócrates. Percebia-se que havia já um «negócio» com contornos definidos, de aquisição de parte da TVI pela PT, de uma forma encapotada.

No dia 23 de Junho, o procurador Marques Vidal mandou extrair certidão para se abrir um inquérito a estes factos. E justificou: há «fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social visando o afastamento de jornalistas incómodos e o controlo dos meios de comunicação social». Um plano que se «concretizaria através de uma rede instalada nas grandes empresas e no sistema bancário» e que recorria até «a prestação de informações falsas às autoridades de supervisão».

O magistrado explicava ainda que a precipitação dos acontecimentos (o negócio iria ser assinado daí a dois dias) obrigava a avançar com urgência para a investigação. Para isso, pedia ao juiz de instrução que autorizasse a extracção de cópias das escutas, bem como dos relatórios policiais com os respectivos resumos. Nestas estavam incluídas as conversas de Vara com Sócrates.

O juiz, António Gomes, aceitou esta valoração das provas e disse mesmo que existiam «indícios muito fortes» – autorizando as cópias dos documentos e das escutas.

Estas duas certidões foram de imediato remetidas «em mão para superior apresentação», uma vez que o Ministério Público (MP) de Aveiro não tinha competência territorial para tal, além de estar em causa o primeiro-ministro. Seguiram-se, nos meses seguintes, mais seis certidões, que incluíam outras escutas telefónicas entretanto surgidas sobre o assunto e também documentos pedidos pelo procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro. Daí se ter assistido ao que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha Nascimento, qualificou a certa altura como «certidões aos bochechos».

Contraste e mistério

Como se sabe, estas certidões foram apreciadas pelo PGR e por Noronha Nascimento, por estar em causa José Sócrates. Em Setembro e em Novembro, ambos consideraram não haver razão para instaurar um inquérito – um contraste muito grande com as argumentações do procurador e do juiz de Aveiro.

Pinto Monteiro, que nunca divulgou os seus despachos e respectiva fundamentação, anunciou em dois comunicados sucessivos (14 e 21 de Novembro passado) que «não existiam indícios probatórios» e que as matérias oriundas de Aveiro padeciam de «irrelevância criminal». Isto além de não poderem ser usadas como prova, pois só o presidente do STJ pode autorizar escutas que envolvam o primeiro-ministro. Noronha mandou destruir essas escutas e foi mais longe, num despacho divulgado em Dezembro: «O conteúdo [das escutas] em que interveio o primeiro-ministro, não revela qualquer facto, circunstância, conhecimento ou referência, susceptíveis de ser entendidos ou interceptados como indício ou sequer como sugestão de algum comportamento com valor para ser ponderado em dimensão de ilícito penal».

Além do contraste, existe um mistério sobre o que se terá passado ao nível do MP, que resultou na existência de decisões díspares. Como o PGR já revelou, houve reuniões «entre Maio e Junho», ao mais alto nível (Pinto Monteiro, João Marques Vidal e Braga Themido, procurador-distrital de Coimbra) só para discutir o ‘Face Oculta’

IN SOL.IOL.PT

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O que se diz por aí...


IN "CORREIO DA MANHÃ"

2 de Fevereiro 2010 - 00h30

Crónica: Diário recusou publicar texto


Mário Crespo acusa ‘censura’


Mário Crespo acusa o primeiro-ministro, José Sócrates, e dois membros do Governo de o terem classificado como "um problema" a precisar de solução. E acrescenta que à conversa assistiu, sem "contraditar", um executivo de TV, que o CM sabe ser o director de programas da SIC, Nuno Santos.O caso estava descrito na habitual crónica de Crespo para o ‘Jornal de Notícias’ (ver página 2), mas, perante a recusa do diário em publicar o texto, este acabou por sair no site do Instituto Sá Carneiro.Ao CM, Mário Crespo refere ter sido avisado no domingo à noite por José Leite Pereira, director do ‘JN’, de que o texto não sairia. 'Não publicar uma crónica é muito grave, e o conteúdo dessa crónica também é muito grave', nota o pivô da SIC Notícias, que deixa de colaborar com aquele diário.O jornalista conta ainda ao CM que teve conhecimento da conversa entre os ministros e Nuno Santos através de um 'e-mail. Recebi--o no dia seguinte ao encontro. Confirmei que era fidedigno e tirei as minhas conclusões'.Contactado pelo CM, o director do ‘JN’ remete para um comunicado em que explica que a crónica 'não era um simples texto de opinião, mas fazia referências a factos'. Também o gabinete do primeiro--ministro recusou comentar.



PORTAS DEFENDE JORNALISTA


Paulo Portas, do CDS, classificou Mário Crespo como um 'jornalista profissional e com independência. Nenhum dos qualificativos que ouvi por aí se lhe aplica.' Já o regulador dos Media, ERC, não tem 'uma posição sobre o assunto', mas, 'caso venha a existir uma queixa, ela será apreciada'.



NUNO SANTOS E BÁRBARA À CONVERSA COM MINISTROS


José Sócrates, Pedro Silva Pereira e Jorge Lacão encontraram Nuno Santos e Bárbara Guimarães, casada com o socialista Manuel Maria Carrilho, a terminar um almoço no Hotel Tivoli, em Lisboa, sabe o CM. Enquanto circulavam à volta do buffet, José Sócrates e Nuno Santos falaram de Mário Crespo, jornalismo, política, do programa ‘Ídolos’ e até de férias. Enquanto trocavam palavras, alguém ouviu a conversa e transcreveu-a num e-mail, posteriormente enviado ao jornalista. Nuno Santos já terá explicado o sucedido a Mário Crespo.



PERFIL


Mário Crespo nasceu há 63 anos em Coimbra. Iniciou-se como jornalista na África do Sul. Fez carreira na RTP, onde foi correspondente nos EUA. Mudou para a SIC, onde se mantém. Vai lançar o livro ‘A Última Crónica’.Isabel Faria/Márcia Bajouco01 Fevereiro 2010 - 14h54 "


IN CORREIO DA MANHÃ DE HOJE 1 DE FEVEREIRO DE 2010


"Jornalista revela conversa do Governo


Mário Crespo denuncia ataque do Governo


O jornalista da SIC Notícias Mário Crespo denuncia esta segunda-feira, num artigo publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, ter sido o centro de uma conversa entre José Sócrates, Jorge Lacão e Pedro Silva Pereira, na qual terá sido descrito como "mentalmente débil".No texto, intitulado 'O Fim da Linha', Mário Crespo afirma que a conversa ocorreu no dia 26 de Janeiro, dia da entrega do Orçamento no Parlamento, num hotel de Lisboa. À mesa estavam o primeiro-ministro, o ministro dos Assuntos Parlamentares, que tem a tutela da Comunicação Social, o ministro da Presidência e um executivo de televisão, que o jornalista não identifica. 'Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ('um louco') a necessitar de ('ir para o manicómio'). Fui descrito como 'um profissional impreparado', pode ler-se no texto.Mário Crespo vai mais longe nas revelações e revela que o definiram 'como 'um problema' que teria de ter 'solução'. O jornalista adianta que confirmou o teor da conversa em que foi mencionado, transcrevendo a opinião de uma das suas fontes sobre a conversa. 'O PM (primeiro-ministro) tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre', afirma a fonte, cuja identidade Mário Crespo não revela.Mário Crespo não poupa críticas à relação entre o poder e os meios de comunicação social. 'Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados', escreve o jornalista, acrescentando que 'nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência'.O jornalista ataca, dizendo que 'Portugal, José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se uma sociedade insalubre'.Mário Crespo faz ainda uma análise de 2010, entendendo que 'o primeiro-ministro já não tem tantos 'problemas' nos media como tinha em 2009'. O final do ‘Jornal de Sexta' da TVI e o afastamento de Manuela Moura Guedes, a saída de José Eduardo Moniz da TVI, a demissão do director do Público, José Manuel Fernandes, são algumas dos alegados problemas resolvidos no ano passado que o jornalista descreve. 'Agora, que o 'problema' Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro-ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais 'um problema que tem que ser solucionado', termina Mário Crespo a sua crónica, não fugindo ao comentário 'Que perigosa palhaçada'.C. M. F.



O palhaço


2009-12-14


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.Ou nós, ou o palhaço.



A cabeça do polvo


2009-11-09


O sistema judicial português enfrenta o imenso desafio de não deixar que o Face Oculta se torne numa segunda Casa Pia. Até aqui o processo tem tido um avanço modelar. Não houve interferências políticas. Lopes da Mota não veio de Bruxelas discutir com os seus pares metodologias de arquivamento e, no que foi uma excelente janela de oportunidade de afirmação de independência, não havia sequer Ministro da Justiça na altura em que o País soube da enormidade do que se estava a passar no mundo da sucata. Mas, há ainda um perturbante sinal de identidade com a Casa Pia. É que o único detido, até aqui, é o equivalente ao Bibi e Manuel Godinho, o sucateiro, no mundo da alta finança política não pode ser muito mais do que Carlos Silvino foi no mundo da pedofilia. Ambos serviram amos exigentes, impiedosos e conhecedores que tentaram, e tentam, manter a face oculta. É preciso ter em mente que as empresas públicas são organizações complexas. Foram concebidas para ser complicadas. Com os tempos foram-se tornando cada vez mais sinuosas. Nas EPs, as tecnoestruturas, que Kenneth Galbraith identificou e descreveu como o cancro das grandes organizações, ocupam tudo e têm-se multiplicado, imunes a qualquer conceito de racionalidade democrática, num universo onde não conta o bom senso ou a lógica de produtividade. Parecem ter um único fim: servirem-se a si próprias. Realmente já não são fiscalizáveis. Nas zonas onde era possível algum controlo foram-se inventando compartimentos labirínticos para o neutralizar, com centros de custos onde se lançam verbas no pretexto teórico de elaborar contabilidades analíticas, mas cujo efeito prático é tornar impenetráveis os circuitos por onde se esvai o dinheiro público. Há sempre mais um campo a preencher em formulários reinventados constantemente onde as rubricas de gente que de facto é inimputável são necessárias para manter os monstros a funcionar. Sem controlo eficaz, nas empresas públicas é possível roubar tudo. Uma resma de papel A4, uma caneta BIC, um milhão de Euros, uma auto-estrada ou uma ponte. Tudo isto já foi feito. Por isso mais de metade do produto do trabalho dos portugueses está a fugir por esse mundo soturno que muito poucos dominam. Por causa disso, grande parte do património nacional é já propriedade dos conglomerados político-financeiros que hoje controlam o País. Por tudo isto é inconcebível que Manuel Godinho tenha sido o cérebro do polvo que durante anos esteve infiltrado nas maiores empresas do Estado. Ele nunca teria conhecimentos técnicos para o conseguir ser. Houve quem o mandasse fazer o que fez. Godinho saberá subornar com de sacos de cimento um Guarda-republicano corrupto ou disfarçar com lixo fedorento resíduos ferrosos roubados (pags 8241 e 8244 do despacho judicial). Saberá roubar fio de cobre e carris de caminho de ferro. Mas Godinho não é mais do que um executor empenhado e bem pago de uma quadrilha de altos executivos, conhecedores do sistema e das suas vulnerabilidades, que mandou nele. É preciso ir aos responsáveis pelas empresas públicas e aos ministérios que as tutelam. Nas finanças públicas, Manuel Godinho não é mais do que um Carlos Silvino da sucata. Se se deixar instalar a ideia de que ele é o centro de toda a culpa e que morto este bicho está morta esta peçonha, as faces continuarão ocultas. E a verdade também.



Excertos de textos publicados no mural do facebook "FÃS DO MÁRIO CRESPO E DAS SUAS CRÓNICAS DO JN".


Isto só é verdadeiramente preocupante porque está a acontecer em Portugal e o povinho a assobiar para o lado como se nada fosse. Aliás, em conversa com algumas pessoas bem colocadas no sistema bancário português, a que tive o privilégio de assistir por mero acaso (estava a acompanhar outra pessoa), fiquei deveras preocupado com as perspectivas de futuro da nossa economia. Pelo que ouvi espera-se a todo o momento um caso como a argentina, em que o país foi à bancarrota e ficou tudo sem tusto. É verdade que estamos na união europeia mas fiquei de sobremaneira preocupado com algumas coisas que ouvi...

Depois veremos o que os artistas que nos governaram em 12 dos últimos 15 anos têm a dizer...
ps.: Já agora aqui fica transcrito na íntegra o texto censurado de autoria do Mário Crespo:

O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro.
Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ENTREGUEM O TITULO AO BENFICA !!!


Sp.Braga-Benfica: Vandinho suspenso por três meses
CD da LPFP anunciou esta terça-feira os castigos decorrentes dos incidentes registados ao intervalo do encontro entre ambas as equipas, a contar para a 9ª Jornada da Liga Sagres. Não há jogadores do Benfica castigados no processo.
A Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou, esta terça-feira, os castigos decorrentes dos incidentes ocorridos no Sp. Braga-Benfica da 9ª Jornada da Liga Sagres, a 31 de Outubro de 2009, apenas com suspensões para jogadores dos "arsenalistas".

Vandinho foi suspenso por três meses, enquanto que Márcio Mossoró e Ney (agora emprestado ao Vit. Setúbal), foram punidos com três e dois jogos, respectivamente.
Ainda assim, Vandinho terá ainda de pagar uma multa de 1500 Euros, por "tentativa de agressão" contra o treinador-adjunto do Benfica, Raul José, sendo que a moldura penal, nestes casos, vai de três meses a um ano
Mossoró paga, igualmente, 1500 Euros por "agressão consumada sob a forma continuada" a Óscar Cardozo, enquanto que Ney vê-lhe ser aplicada uma multa de 1000 Euros por "agressão consumada" ao avançado paraguaio do Benfica.

Do lado do Benfica, o Director de Segurança, Rui Pereira, com multa de 500 Euros, e José Ribeiro e José da Cruz, membros do staff técnico, com multas de 500 e 750 Euros cada, por "presença ilegítima em zona de acesso reservado durante o intervalo".

De resto, o órgão presidido por Ricardo Costa decidiu ainda arquivar os processos instaurados inicialmente a Angel Di María (Benfica), ao fisioterapeuta do Sp. Braga e a Moisés (Sp. Braga), este por "alegadas ameaças e injúrias" a jogadores "encarnados", assim como aplicar uma multa de 750 Euros a Alan (Sp. Braga) e de 400 Euros a Ramires (Benfica).

Os castigos anunciados pela CD da LPFP surgem na sequência dos incidentes ocorridos à entrada para o túnel e já no interior do mesmo, no intervalo do encontro.

O gabinete jurídico do Sp. Braga já confirmou, à Agência Lusa, que o clube vai apresentar recurso do castigo no Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e conta anunciar ainda hoje os argumentos de defesa.

in RR.PT

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Candidatura!!!!




H.U.L.K.


(Hiper e Ultra Leveza de Kualidade)


Mais vale tarde que nunca! Depois de anos sem fio pressionados por um poder despota e absolutista, surge a minha candidatura destinada à liberdade!
No meu mandato (quase) todos terão os mesmos direitos, ao contrário do sucedido até ao momento. Este é o programa do Hulk:


- depois de intensas negociações com o professor Marcelo (aka Sá Rocha) consegui desviá-lo da RTP para "o último clandestino" com o objectivo de melhorar intelectualmente o blog. Assim, o prof Marcelo posteará uma vez por semana um assunto económico/social para debate geral;

- também foram um exito as negociações com o sucessor de Vale e Azevedo (aka Meireles) que colocará um post todas as semanas sobre política e/ou um choradinho sobre as tristes condições da Justiça em Portugal;

- mais fácil foi a negociação quase imediata com o nosso revolucionário monárquico (aka amil) que ainda pagará para fazer deste blog um instrumento de propaganda política. Os fundos deste senhor ajudarão a que o Hulk fique ainda mais forte!

- fáceis também foram as negociações com o Bluebeast que terá acesso privilegiado às informações do administrador e estará a cargo de um artigo de opinião ao estilo do "Pato". Também será responsável pela criação e formação de um "Guarda Abel" para manter o respeito de todos os membros do blog!!

- o ex-administrador Duxxi terá 3 opções neste blog depois de perder as eleiçoes sujeita a voto: ou será deportado; ou irá à guilhotina; ou terá que fazer um bem há sociedade colocando um post de um "mulherão" todas as semanas.

- todos os outros membros são bem vindos e podem comentar o que quiserem. Aliás, as mulheres terão igualdade de direitos.

- claro está que todos podem fazer post sobre futebol (sem denegrir a imagem do actual campeão nacional).

- O fundo do blog ficará com tons azulados e no escudo do Rei D.Afonso Henriques aparecerá uma imagem de força extrema, ou seja, um Dragão.


Espero que todos estejam com o Hulk!!!


sábado, 30 de janeiro de 2010

FCP vs. Benfas


Análise: guia prático para entender o conflito Benfica-F.C. Porto (parte I)


Este texto pretende ser uma reflexão e um guia prático para ajudar os leitores que se sentem estupefactos perante o momento actual do futebol português. Parte do princípio de que os factos são sagrados e as opiniões são livres. Se aguentar até ao fim e quiser partilhar a sua opinião, caro leitor, o seu comentário será bem-vindo.

O que se passa hoje no futebol português?

Nem todos os passos são claros, mas o essencial creio que está à vista: trata-se de um luta entre Benfica e F.C. Porto (escolho a ordem alfabética para nomear os intervenientes).

Uma luta pelo título, mas também pelo dinheiro da Liga dos Campeões.

É também uma luta entre duas pessoas que antes foram amigas e hoje não se suportam, Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira (outra vez por ordem alfabética).

Já não é uma luta entre duas culturas e duas formas distintas de estar no futebol (ainda recentemente, quando se recordou Pedroto, ficou à vista a base ideológica e comportamental que suporta o F.C. Porto dos tempos modernos). Hoje, por estranho que possa parecer, assistimos a um combate no mesmo terreno, com armas e estratégias muito semelhantes. O Benfica de outros tempos acabou (para ser justo, já tinha acabado há muito tempo, só não aparecera uma nova identidade, apenas o vazio).

Por que sucede?

Esta luta só acontece agora, de forma tão evidente, porque o Benfica está mais forte do que tem sido hábito neste século.

O facto de o clube da Luz aparecer mais sólido e competitivo retirou tempo ao F.C. Porto e ao fazê-lo permitiu a dúvida.

Nos últimos anos, o crónico campeão deu-se ao luxo de vender sempre os melhores jogadores, realizar dinheiro e mesmo assim continuar a vencer. Por duas razões simples: porque os adversários apresentaram fragilidades e porque teve tempo. Mesmo quando oscilou, o F.C. Porto manteve-se à frente ou pelo menos bem dentro da corrida.

Este ano, pela primeira vez nos últimos anos, o dragão está há demasiado tempo longe da liderança e quem vê os jogos percebe que existe uma possibilidade real de não chegar ao fim em primeiro. E até, pasme-se, é justo para o Sp. Braga colocar a hipótese de a equipa de Jesualdo Ferreira terminar fora dos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

A informação é a chave?

O Benfica está mais forte por duas ou três razões fáceis de entender. Por um lado contratou um treinador que conhece o futebol português, o que reduziu a zero o tempo de adaptação, tão bem aproveitado pelo F.C. Porto no passado. Além disso foi feliz em duas ou três contratações e, não menos importante, montou uma estrutura forte de suporte a tudo isto.

Essa estrutura movimenta-se bem na parte menos visível do futebol.

Tem pessoas bem informadas, com experiência e conhecimentos vários. E tem funcionado como um corpo só, pelo menos publicamente.

Uma das áreas mais cuidadas é a da comunicação. Existe um canal de televisão sem grande expressão, mas que serve para ir passando a mensagem junto dos adeptos. Uma relação mais do que privilegiada com um jornal diário, que sublinha as forças próprias e as fraquezas alheias. Acresce ainda uma pressão constante sobre a generalidade dos meios de comunicação social, através de uma gestão atenta da informação: o que se dá, o que se contesta, quem fala, como se fala, a quem se fala.

No fundo, o Benfica joga com a comunicação social uma partida que o F.C. Porto «inventou» e que conhece há muitos anos. Neste tabuleiro, durante anos inclinado, as contas estão agora equilibradas.

(um aspecto lateral: nos dias que correm, seria interessante filmar, e divulgar, o comportamento que os responsáveis dos diversos clubes têm na zona de entrevistas rápidas a seguir aos jogos, hoje o único momento de exposição/fragilidade mediática que os protagonistas têm de enfrentar)

Um acidente decisivo?

O reforço do Benfica no campo, nos gabinetes e nos media não é novidade para quem segue o futebol com atenção. Portanto, não acredito que o F.C. Porto tenha sido surpreendido pelo que encontrou na visita à Luz. Mas a verdade é que não soube estar à altura. A acreditar na acusação da Comissão Disciplinar da Liga (e o que se conhece leva a crer que estará muito próxima do que se passou de facto), «stewards» pagos pelo clube da casa estavam num sítio onde deviam ser proibidos, provocaram os jogadores do F.C. Porto e estes reagiram com agressões.

Num jogo duro como este, agora equilibrado nos diversos tabuleiros, um erro pode decidir. E este erro portista pode ter um peso decisivo no desfecho do campeonato.

Porque reforça a fé do adversário («Estão a ver?, isto funciona e eles estão a ficar nervosos!») e porque na passada foi apanhado o mais valioso activo do plantel: Hulk.

Tudo o que tem acontecido depois do dia em que Hulk e Sapunaru foram expulsos no agora famoso túnel da Luz é uma forma de F.C. Porto e Benfica tentarem lidar com o episódio.

Uns insinuam que até haveria mais jogadores portistas a merecer castigos. Outros sustentam que os maus da fita são os «stewards».

O objectivo de uns e de outros é apenas um: influenciar a Comissão Disciplinar da Liga. As mais recentes declarações de Ruben Micael sobre o intervalo do Benfica-Nacional são um exemplo da disponibilidade que existe para fazer tudo o que for necessário para colocar pressão sobre quem vai ter de decidir.

O que se segue?

A divulgação de escutas do apito dourado no «Youtube» foi o toque tecnológico destes últimos tempos. Não quero com isto dizer que foi o Benfica quem as divulgou (as autoridades judiciais talvez descubram o autor, um dia), mas a forma entusiasmada como o canal do clube as potenciou revelou a estratégia para os próximos tempos: relembrar o caso, expondo Pinto da Costa. Não para atacar directamente o presidente do F.C. Porto, sobretudo para influenciar quem tem de apitar jogos e decidir em instantes.

No meio de tudo isto, o presidente do F.C. Porto já foi duas vezes incomodado directamente: uma antes do jogo, no hotel, em Lisboa; outra há dias, no Estoril, quando o carro em que viajava foi apedrejado. São sinais preocupantes, violentos, mas não se pode dizer que sejam propriamente originais. Pelo menos para quem se lembrar do que passou um antigo presidente do Benfica, João Santos, há uns anos já largos, no Porto.

Aqui chegados, acho que já ninguém terá grandes dúvidas sobre o que nos espera: o pior.

O Benfica estará pronto para levar até ao fim a estratégia que definiu. No campo e fora dele.

O F.C. Porto, agora com Pinto da Costa acossado, tenderá a recuperar fórmulas de defesa e ataque que já funcionaram no passado e que os repetidos sucessos tinham permitido suavizar.

O resumo de tudo isto é, pelo menos aos meus olhos, simples: o Benfica está mais forte do que nos últimos anos e pronto para esticar o conflito até limites que antes não pisava. Pelo menos de forma tão organizada. E isso está a trazer de volta o F.C. Porto de outros tempos.

No meio de tudo isto, resta-nos desejar boa sorte aos árbitros. Vão precisar.


Porra.... Genial a meu ver. Texto do Luís Sobral no maisfutebol.

É exactamente o que digo: este LFV é um aprendiz de Pinto da Costa!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lembram-se daquele Clube das Camisolas Esquisitas?!



Pois é...o Boavista anda perdido pelos últimos lugares da Segunda Divisão com Vitor Paneira agora a comandar as tropas axadrezadas, mas pelos relatos que me têm chegado os seus adeptos têm estado em grande..lol..
É a vantagem de ter nesta divisão SuperBock no Estádio ;)

Anúncio Superbock...

www.youtube.com/watch?v=PypV9vVaCFU&feature=player_embedded


É caso para dizer: tinha que ser com os melhores adeptos do mundo...

C.D. da LIGA, VERGONHA SEM LIMITES


Rúben Micael estranha o facto de a Comissão Disciplinar da Liga não o ter chamado para esclarecer as declarações que fez no final do Benfica-Nacional de Outubro, onde denunciou incidentes ocorridos, ao intervalo, no túnel da Luz, protagonizados por Jorge Jesus e Rui Costa. Ontem, para reforçar a estranheza, o agora jogador do FC Porto pormenorizou o episódio. "Os jogadores estavam picados e, quando o árbitro apitou para o intervalo, o Luisão foi falar com o Cléber. Como o Luisão já tinha um amarelo, o treinador do Benfica veio em direcção ao Cléber e empurrou-o", contou, em declarações à Rádio Renascença.
Depois desse primeiro acto, a confusão continuou e passou a envolvê-lo directamente: "Virei as costas e ia para o balneário, no túnel, quando, de repente, apareceu-me o Rui Costa de um lado e o Jesus do outro. Rui Costa disse muitos palavrões e repetiu várias vezes. Jesus estava do outro lado e pôs-me dois dedos na cara. Como viu que não respondi, voltou a pôr os dois dedos; comecei a rir e fui para o balneário, porque o que eles queriam não conseguiram". Rúben diz ter sido provocado. "A partir do momento em que me põem dois dedos na cara, duas vezes, estando outra pessoa a dizer-me tudo e mais alguma coisa, só posso achar que é provocação". E reforçou: "Aquilo foi uma vergonha".
O médio conta que a confusão acalmou assim que entrou no balneário, facto que o fez suspeitar que seria ele o único alvo da alegada investida de Jorge Jesus e Rui Costa. "Queriam que eu reagisse. A partir do momento que entrei, apesar de um empurrão ou outro, pelo que me disseram, acalmou tudo".
Ainda que sem estes detalhes, Rúben Micael lembra que denunciou tudo logo na entrevista televisiva que se seguiu ao final do jogo. "Repeti várias vezes e acho estranho que, até agora, ninguém me tenha chamado para perguntar o porquê de ter dito aquilo". Manuel Machado, treinador do Nacional, também se referiu aos incidentes na "flash-interview" e, ontem, a Comissão Disciplinar da Liga anunciou ter arquivado o processo relativo a essas declarações.


Edgar Costa corrobora versão do ex-companheiro

Edgar Costa, autor do único golo do Nacional no Estádio da Luz no jogo em questão, corroborou as declarações de Rúben Micael sobre os incidentes no túnel. "O que vi foi, no intervalo do jogo, quando íamos para o balneários, o mister Jorge Jesus a empurrar o Cléber. Depois, mais à frente, no túnel, estava o mister Jesus a meter os dedos na cara do Rúben e o Rui Costa a insultá-lo. Nessa altura, afastei o Rúben para o interior do nosso balneário para acalmar as coisas. Não havia qualquer motivo para isto acontecer. O futebol é para ser jogador e não para andar em confusões", revelou, também em declarações à Rádio Renascença.


PS: Enquanto a C.D. da Liga decidiu castigar de novo PC, vem hoje a público que Jesus "agrediu" Ruben Micael e que Rui Costa o insultou, versão confirmada pelos colegas do Nacional, entre outras coisas estranhas no túnel da Luz!
Entretanto, Aimar foi multado por simulação...Multado, não castigado...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010

Em 2008, a CD da Liga nada fez !!! Dois pesos, duas medidas...



O Benfica-FC Porto da época passada teve incidentes entre elementos dos dois clubes, à semelhança do jogo de Dezembro que resultou na suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru, dos quais a Liga diz não ter conhecimento apesar das imagens o documentarem.
Os incidentes desta época também ficaram registados estando as gravações na posse do Benfica e da Liga dos Clubes, que não as tornaram públicas.
Nas imagens do jogo da segunda jornada da época passada, disputado a 30 de Agosto de 2008, logo após o final do jogo vê-se um elemento ligado ao Benfica a agredir a pontapé o team-manager do FC Porto, Acácio Valentim, gerando-se logo a seguir uma enorme confusão junto à entrada para o balneário do FC Porto, com praticamente toda a equipa dos dragões a sair do balneário e a envolver-se, no mínimo, numa enorme discussão com elementos aparentemente da segurança do Benfica.
Nas imagens, que não têm som, percebe-se a exaltação, mas não se vê qualquer agressão, até porque o foco da discussão está fora do alcance das câmaras.
Este episódio foi presenciado por pelo menos três agentes da polícia, que são visíveis nas imagens, pelo delegado da Liga Esmeraldo Augusto e por diversos elementos dos dois clubes, entre os quais Rui Costa, do Benfica, ou Reinaldo Teles, do FC Porto.
Apesar dos incidentes a Liga não abriu qualquer procedimento disciplinar, tendo fonte do organismo dito à Lusa que não tomou conhecimento de quaisquer incidentes.
Nas mesmas imagens a que a Lusa teve acesso, captadas na tarde de 30 de Agosto de 2008, horas antes do início da partida, vêem-se elementos do Benfica a levantarem o ângulo de uma das câmaras.
Acácio Valentim, funcionário do FC Porto, é agredido com um pontapé nas costas por um elemento aparentemente da segurança do Benfica, que é imediatamente afastado, como se percebe pelas imagens captadas por uma outra câmara colocada a alguns metros de distância.
O jogo Benfica-FC Porto da época 2008/09 disputou-se a 30 de Agosto de 2008, a contar para a segunda jornada da Liga e terminou empatado a um golo, numa partida que ficou assinalada pela agressão de um adepto do Benfica ao árbitro assistente.
No jogo desta época, disputado a 20 de Dezembro, João Ferreira, a desempenhar as funções de quarto árbitro, deu ordem de expulsão a Hulk e Sapunaru por alegadamente terem agredido “stewards” em serviço no jogo.
A Comissão Disciplinar da Liga, depois de receber os relatórios do árbitro, dos delegados e da polícia, suspendeu preventivamente os dois atletas, que aguardam o fim do processo disciplinar a que estão sujeitos.
Fonte da Comissão Nacional de Protecção de Dados e juristas contactados pela Agência Lusa, a propósito da divulgação de imagens sistemas de videovigilância, disseram que as imagens captadas neste âmbito só podem ser usadas nos termos da lei penal”. Mas que “a responsabilidade do tratamento dos dados dessas imagens é do responsável pelo sistema de captação”.

FONTE: sapo.pt

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

You Tube apresenta:

Best Of Apito Dourado
a colectânea de PC e Cª, L.da


Especial Eleições Vitória Sport Clube

Segundo o que é hoje noticiado no Jornal O Jogo, o Vitória Sport Clube parece ter mais um candidato à sua presidência para próximas eleições em Março.

E tal como D. Sebastião, que ainda hoje esperamos que regresse desse denso nevoeiro para salvar a pátria...


Eis que o regresso do "Doutor"!!

Viva o Sporting !



Sá Pinto e Liedson envolveram-se ontem numa cena de pancadaria no balnéario logo após o triunfo diante do Mafra por 4-3, soube O JOGO. A pega começou ainda no relvado mas alastrou-se até ao balneário, onde dirigente e futebolista chegaram ao confronto físico. Foi este o "problema pessoal" invocado pelo treinador Carlos Carvalhal para não comparecer na sala de Imprensa após a partida. Os próprios jogadores do Sporting também demoraram mais tempo do que é habitual para irem à zona mista.

Tudo terá começado na sequência da falha de Rui Patrício no lance do segundo golo do Mafra. O público apupou o jovem guardião, o 31 não gostou e insurgiu-se contra a reacção dos adeptos. Sá Pinto colocou-se do lado das bancadas e repreendeu com veemência o ex-companheiro. A discussão subiu de tom e alastrou-se ao balneário, onde ambos se pegaram num confronto físico a que só outros jogadores e elementos do "staff" verde e branco puseram cobro.

Fonte: O JOGO

Posto GNR Armação de Pêra vigiado pela Prosegur

SÓ FALTAVA ESTA .... !
O Ministério de Administração Interna deste Governo manda instalar sistemas de segurança de empresas privadas para proteger instalações de forças policiais !!!


Isto passa-se em Portugal ; não numa República das Bananas !... mas na República dos Bananas!


NOTA:
Acto 1. Quando o Posto for alvo de intrusão, a Prosegur liga para GNR a comunicar a ocorrência: Allô!?? É da GNR ? Sim! (respondem do outro lado da linha);
Acto 2. É só para informar que o vosso posto está a ser assaltado.
Acto 3. Ah, muito obrigado, responde do Posto GNR. O agente que atendeu o telefonema da Prosegur vai informar: Meu comandante, recebemos um telefonema da Prosegur a dizer que o n/ posto está a ser assaltado.
Acto 4. Resposta do Comandante: Nosso Cabo, levante-se e vá ver o que se passa,... se for necessário chame os tipo da Prosegur
Acto 5. E nós contribuintes a pagar esta vergonha,...pelos vistos é prática corrente.



Recebido por email

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Comunicado à Nação Clandestina

O Último Clandestino assiste, presentemente, a uma fase austera e resolutiva. A matéria, assinala ponderação. E, o resultado deste acto, não pode passar desacautelada nem tão-pouco, ser alvo de menosprezo ou troça pela demais honrada colectividade.
O prepotente e opressivo Administrador do blog, vem, após uma época desgastante e fundamental para a grandiosidade do espaço, e no surgimento da data comemorativa do 4º aniversário d'O Último Clandestino, reintroduzir a temporada de batalha eleitoral.
É verdade! Após a rebelião provocada por uma medíocre porção de míseros e avarentos infiéis revolucionários rebeldes e refugiados politícos do Regime Duxxista, o trono ao espaço mais dignifico e insigne da comunidade, está disponível aos remanescentes perseguidos ilustres. Mas, estas eleições serão seguidas de regulamentos que deverão ser acatados para que nada aborte, como é costume, e para que não hajam suspeitas em relação à veracidade e autenticidade do desfecho.
As normas subjacentes estão na Constituição Clandestina e são parte integrante do procedimento eleitoral, que se afiguram evidentes, translúcidas e insubornáveis:

1ª regra - Só serão autenticadas e confirmadas as solicitações que se anunciem sob a formato de post, podendo e tendo o direito de usufruir desse mesmo sob a feitio de campanha eleitoral, podendo igualmente, aludir às populares promessas eleitorais e lemas de campanha. As candidaturas deverão ser recitadas unicamente e só por uma individualidade, já que, o administrador é um ofício duro, isolado e de cariz autoritário absolutista dominante, não obtendo espaço nem nenhum género de toleração a colectividades, coligações ou outros modelos de colaborações.

2ª regra - As pretensões terão de ser anunciadas mediante a 1ª regra, durante o mês corrente de Janeiro de 2010, estando concluídas e canceladas todas as candidaturas que se mostrem depois das 23 horas, 59 minutos e 59 segundos do dia 31 de Janeiro de 2010.
3ª regra - O mandato actual, como todos os mandatos seguintes, terão a duração máxima de 1 ano, podendo no entanto, mediante audiência suplementar e com a maioria da ilustre comunidade a favor, ser exonerada, destituída e despojada a administração regente, estando a administração eleita nas eleições suplementares sujeitas a respeitar a data de 13 de Janeiro para o fim do seu mandato.
4ª regra - A votação será efectuada sob a forma de comentários de post que aparecerá na 1ª semana de Fevereiro de 2010, denominado para o efeito, onde todos os votantes terão de se identificar correctamente de modo a que o voto seja contabilizado e aceite pela Instituição Coordenadora Clandestina.

5ª regra - A candidatura triunfante da eleição efectuada, ingressará nos seus poderes a partir do dia 13 de Fevereiro de 2010.

6ª regra - Os membros da classe feminil, não terão direito a eleger ou de serem elegidas para os cargos, já que, é essencial uma pelagem forte, feroz e selvática a nível peitoral para que, obtenham as conjunturas elementares para uma eficaz administração. Como tal, são meras espectadoras. Todo e qualquer tipo de insurreição por parte desta espécie, poderá ser interpretada como um acto contra a Constituição Clandestina, e desacorrentar a arcaica e saudosa lei das burkas em território clandestino.

7ª regra - O mesmo se submete à secção gay emigrante, que insiste com teimosia a fazer parte dos motes do blog. Com franqueza...
Elucidadas as leis, resta-me admoestar os imagináveis opositores ao Império Duxxista que vigora, que estamos aptos, capazes e prevenidos para todo e qualquer tipo de oposição, e que, conservamos em nosso usufruto de um valiosíssimo aliado para estes duelos em campanha política… A Manuela Moura Guedes.
Aquele abraço… com micose!

Transferência relâmpago?!

Serviria os interesses Vitorianos para a 2ª metade do campeonato?!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Foi um resultado totalmente injusto" .Paulo Sérgio na flash intervew

Nunca tinha visto uma equipa jogar com um gajo a mais e ainda por cima com um equipamento diferente.
Não vá os passarinhos não ganharem merda nenhuma, portanto há que garantir pelo menos que chegam o mais longe possível nas várias competições.

Resumo do jogo:
1 vermelho por mostrar (ao aimar por acumulação)
1 penalti por marcar (mão do maxi)
1 golo mal anulado (Roberto salta na vertical!! não vai contra o moreira)

SEM TIRAR NEM PÔR


Aproveitem e vejam os comentários desta gentalha! Claro que a única coisa que eles viram foi "uma piscina". Até isso demonstra o interesse e o gosto que estes FDP têm pelo futebol. Tivessem visto o Maritimo-Vitoria. PIOR! As televisões ainda pagam a andarem meia dúzia de camelos facciosos para dizerem baboseiras.



É o que temos meus amigos...
Olha lá se o PC não falava em "apito vermelho"!

Parabéns Vitória. Fizemos um grande jogo num terreno difícil. Tivemos organizados, concentrados e sem medo do adversário (mau era).

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

DINHEIROS PÚBLICOS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MISS CLANDESTINA 2009:

* o Último Clandestino e o seu Administrador não se responsabilizam por danos e/ou consequências causadas pela visualização deste post no local de trabalho.
as NEREIDA's da GALLARDO


domingo, 10 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O nosso Vitória...


"Terminada mais uma década, será imperioso olhar - mesmo que o coração não queira ver aquilo que a razão jamais desmente – o quão pequeno se fez o Vitória nestes anos. O Vitória da nossa paixão. O clube que amamos sem saber muito bem como, nem quanto. O Vitória que adoptamos como nosso único clube e cuja massa associativa não passa despercebida a qualquer adepto de futebol. É este Vitória que, em 87 anos de história nunca se fez grande. Apenas um título digno de registo em tantos anos de história. Em tantos anos de batalhas. Podemos apregoar que somos únicos na forma como vivemos o clube, que somos diferentes na forma como defendemos o que é nosso e que somos ímpares no modo como apoiamos os nossos, mesmo em situações bem difíceis. Sim, é verdade. Mas a nível desportivo isso tem resultado em… zero. É verdade ainda que determinados clubes, nem com tantos e tão bons resultados conseguem sair da mediocridade das suas assistências.Esta década que agora termina é disso prova cabal. Em 10 anos, o Vitória teve três presidentes, uma dezena de treinadores e centenas de jogadores. E títulos? Zero. Ilusões não faltaram, mas cedo foram combatidas por enormes desilusões que contribuíram decisivamente para o atraso do Vitória comparativamente com os seus grandes rivais. Além disso, no campeonato os vitorianos “habituaram-se” ao sobe e desce do clube. Um clube que, pese embora o apoio singular de que dispõe em termos de massa humana, foi incapaz de crescer ao longo dos últimos dez anos. Foi incapaz de construir um projecto sólido e com isso subir patamares na sua grandeza. Preferiu, definhar-se. Deixar de ter estatuto. Deixar de ser um clube temível para passar a ser um clube comum. Não saber capitalizar as infra-estruturas de que dispõe e os seus excepcionais adeptos. Mais do que isso, viu-se ultrapassado por dois dos seus grandes rivais. No início da década por um Boavista que, discuta-se os méritos ou a forma como lá chegou, tornou realidade aquilo que em Guimarães continua a ser um sonho desde a fundação do clube – ser campeão. A isso juntou mais um vice-campeonato, participações meritórias na Liga dos Campeões e uma meia-final da Taça UEFA (mesmo que hoje, afogado em dívidas, seja já quase defunto). Nesses anos, o Vitória, ora tentava salvar-se da despromoção, ora terminava a meio da tabela mas fora dos lugares de acesso às competições europeias.Nos últimos anos, ao Boavista juntou-se um outro rival do Vitória, o Braga. Enquanto que axadrezados e arsenalistas lutavam pelo epíteto de 4º grande, o Vitória conseguia a proeza de ora conseguir uma excelente classificação, ora evitar a descida nas últimas jornadas. Os avisos foram tantos que a descida de 2005/06 nem sequer pode ser catalogada como um acidente de percurso. Nesses anos, o Vitória viu-se ultrapassado pelo dois. Pelo clube de bairro e pelo clube de uma cidade cujos habitantes padecem desde sempre de bi-clubite. Nada disso o Vitória aproveitou. Continuou sem saber trilhar um caminho de prosperidade e passou a olhar à distância e invejoso face ao sucesso dos outros.A verdade é que o Vitória se fechou. Permaneceu à deriva no seu próprio terreno, preocupado apenas em evidenciar aquilo que tinha de diferente dos demais, mas incapaz de aprender com os erros e, com humildade, copiar os resultados dos outros. Há dez anos que o Vitória não tem rumo. Tanto será capaz de terminar um ano em 3º como terminar o seguinte em 14º. Não porque o futebol seja apenas um jogo de sorte e azar. Mas simplesmente, porque o Vitória não soube ser competente ao ponto de crescer, de se dinamizar e de evoluir.O Vitória que hoje conhecemos é um Vitória que há muito não está de acordo com os sonhos dos seus associados e dos seus fundadores. É um clube que caminha a passos largos para a vulgaridade. Não é certamente este o Vitória conquistador que encarna verdadeiramente o espírito do Fundador do Berço. Este é o Vitória dos vendedores de ilusões que apenas têm sabido trazer desilusões, atrás de desilusões.Para se perceber melhor esta ideia, bastará olhar para o gráfico abaixo, onde está evidente a instabilidade desportiva do Vitória ao longo dos últimos anos. Mau demais para um clube da dimensão humana do Vitória. Então comparado com o percurso sempre ascendente do sempre rival Braga…Mais óbvio é então se olharmos mais detalhadamente para o percurso das três equipas, nas várias competições nacionais em que estiveram envolvidas. É verdade que nenhuma delas foi capaz de ganhar um título, mas se o Braga foi capaz de chegar por 3 vezes às meias-finais da Taça de Portugal, o Vitória apenas o conseguiu 1 vez, no ano da fatídica descida de escalão.Além disso, e se fizermos uma simples média aritmética das classificações das três equipas ao longo da última década (retirando a pior, uma vez que duas delas desceram de escalão), o Vitória apresenta como média o 9º lugar e Boavista e Braga o 6º posto. Mas podemos ir ainda mais além. Se olharmos por exemplo para o número de classificações das três equipas abaixo do 6º lugar, por exemplo, verificamos que em 10 temporadas o Vitória tem 7, o Boavista 5 e o Braga apenas 4.Todas estas estatísticas não pretendem estar a comparar de modo muito rigoroso as três equipas e, admito, custarão a qualquer vitoriano. Mas servirão essencialmente para se perceber, rapidamente, que o Vitória perdeu, na última década, apenas e só 10 anos de existência. Onde não conseguiu nada de muito relevante e onde perdeu oportunidades únicas para crescer e se tornar no clube que todos ambicionámos. O Vitória é hoje uma sombra de si mesmo. Obviamente que isto não quer dizer, por exemplo, que o Vitória não seja capaz de terminar esta temporada em grande, contrariando estes dados, mas quer essencialmente dizer que, mesmo que isso aconteça, não é líquido que na próxima época não volte a cair no marasmo que não desejamos. Até quando? Até ao momento em que os seus dirigentes quiserem pensar seriamente num projecto de médio-longo prazo para o clube, de forma a que o Vitória não continue a hipotecar anos da sua existência e acompanhe a dimensão das suas gentes. Porque é esse o Vitória que queremos, mas não é esse o Vitória que temos. E de nada vale, agora, tentar arranjar culpados. Urge antes, tentar encontrar soluções!


"Vitória até morrer!
Desde já aqui ficam os mais sinceros agradecimentos ao Pedro Ribeiro(www.ovimaranes.blogspot.com) pelo excelente texto, certo que não ficará chateado com (mais) este plágio descarado, que apenas poderá ser entendido como um sinal elogioso à escrita e análise do autor.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Aeroporto Lisboa



Uma ideia importada mas muito bem executada. Não fica nada a dever ao que já vi até hoje..

Receitas em multas diminuem em 2009



Prevejo uma revisão ao código da estrada! Ao mesmo tempo façam cuidado que eles vão apertar agora para a passagem de ano...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A todos um bom Natal,...




Nesta época festiva queria desejar a todos os Ilustres Clandestinos e a todos a quem estes querem bem um feliz Natal. Esta é uma das épocas do ano que mais gosto pois por uns dias o mundo torna-se um bocadinho melhor, as divergências são postas de lado e ressurge a esquecida solidariedade ;). Com tristeza por saber que tudo isto é estonteantemente efémero mas com a alegria de saber que me esperam os dias que mais gosto do ano. Não faço alusão ao ano novo pois está já combinada uma jantarada pós-natal e vou ter que aturar alguns dos Ilustres da dita passagem.


Deixo-vos com as vossas prendinhas natalícias (sem esquecer as nossas Ilustres Clandestinas, que também têm direito;).


Beijos e abraços a todos e tudo do melhor para a mais brilhante comunidade do mundo, a Clandestina...

sábado, 19 de dezembro de 2009

INVESTIGUE-SE !!!



PJ investiga ameaças de morte a árbitros


Judiciária investiga telefonemas feitos a vários árbitros por ocasião de jogos do Benfica.

A Polícia Judiciária está a investigar, em Lisboa e no Porto, vários casos de ameaças de morte e ofensas à integridade física ocorridos nos últimos tempos contra vários árbitros de primeira categoria e respectivos familiares.
De acordo com informações recolhidas pelo JN, apresentaram queixa às autoridades pelo menos três juízes e um dirigente da arbitragem. Os ofendidos terão sido contactados através dos seus telemóveis particulares, ora mediante chamadas telefónicas, ora através de mensagens escritas.
Entre eles estão Jorge Sousa e Vasco Santos, ambos árbitros do Porto. O caso aparentemente mais grave ocorreu com Jorge Sousa.
O JN confrontou, ontem, os árbitros em causa com estes factos. Jorge Sousa não quis comentar. Por outro lado, Vasco Santos, sem se alongar, referiu que "essas questões estão a ser tratadas nos locais próprios".
Todavia, de acordo com fonte conhecedora dos factos, Jorge Sousa recebeu um telefonema de um número anónimo a 31 de Outubro, logo após a partida Braga-Benfica, vencida pelos bracarenses por 2-0. O interlocutor da chamada terá dito que, por aquele juiz ter-se "portado mal", a sua mulher, que estava "sozinha" em casa, iria sofrer "consequências".
Sucede que, naquele dia, a esposa de Jorge Sousa estava efectivamente sozinha em casa, o que demonstrava conhecimento privilegiado da vida familiar do árbitro. Por essa razão, Jorge Sousa pediu imediatamente ajuda ao comandante da GNR presente no Estádio do Braga, para se certificar das condições de segurança dos seus familiares.
Outro árbitro presumivelmente alvo de ameaças foi Vasco Santos, também do Porto. A comunicação telefónica terá ocorrido pouco antes do jogo Benfica-Nacional, no passado dia 26 de Outubro, que terminou com uma vitória, por 6-1, do clube da Luz.
Situação semelhante terá acontecido também, pelo menos, a um árbitro da zona de Lisboa e também a um dirigente da arbitragem, em ocasiões que, até à hora de fecho desta edição, o JN não conseguiu confirmar. Todos os casos estão sob a alçada da Polícia Judiciária, pelas directorias de Lisboa e do Porto.
Preliminarmente, de acordo com informações recolhidas, a investigação terá já apurado que chamadas e mensagens escritas partiram de números localizados num país do centro da Europa, o que, segundo fonte judicial, demonstra alguma "sofisticação" no método utilizado.
A Judiciária prossegue as investigações, procurando averiguar a verdadeira origem das ameaças. Mas o facto de as chamadas terem partido de um país estrangeiro, embora da União Europeia, pode representar obstáculo às averiguações. Poderá ser necessário recurso a cooperação internacional.
Amanhã, Jorge Sousa conduzirá o jogo V. Setúbal-Marítimo. Vasco Santos não foi designado para arbitrar esta semana.

in JN

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

REGIONALIZAÇÃO JÁ !!!

Norte já vem perdendo indústria, bancos e sedes ao longo dos anos

Tecido fabril, empresas, bancos e jornais são apenas alguns exemplos daquilo que a região Norte foi perdendo ao longo dos anos.

Quando colocados na balança as perdas e os ganhos, a realização da Red Bull Air Race era um ponto a favor na capacidade de iniciativa e de realização nortenha. E um mecanismo de captação de turistas nacionais e de todo o Mundo. Agora, mesmo isso perdeu-se. Nada perdura e tudo se deslocaliza, quando não fecha as portas, tal como acontece na indústria têxtil e com algumas importantes sedes de associações ou de institutos.

A própria Associação Empresarial de Portugal (AEP), com centenas de membros, que sempre teve a sua sede no Porto, fez as suas malas. Em Outubro, concretizou-se a fusão da AEP com a Associação Industrial Portuguesa.

A nova associação passou a chamar-se Confederação Empresarial de Portugal e a ter sede em Lisboa. Outro exemplo de fusão deu-se no mercado bolsista. Em 2000, a Bolsa de Valores de Lisboa e a Bolsa de Derivados do Porto fundiram-se e deram lugar a uma nova sociedade anónima.

No caso da Banca, após sucessivas aquisições e fusões, ficaram dois grandes grupos na região, o Millenium BCP e o BPI. Mas, se as sedes continuam no Porto, os centros de poder e de decisão deslocam-se para a capital. Quanto aos jornais, "O Comércio do Porto" fechou e o "Primeiro de Janeiro" sobrevive a muito custo.

in JN

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Duas conclusões



in vitoriasc.pt

Desmarets não vai renovar e só compramos a custo zero.

Cartoon Clandestino: TIGER IN THE WOODS


Descobri porque é que o Sporting vai como vai...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

15 anos depois...



Custou mas foi!
Uma Vitória suadinha. Um daqueles jogos necessários para motivar a equipa e ao mesmo tempo, para tornar a equipa consciente de que só com muito trabalho se consegue os bons resultados.

Quanto as prestações individuais. Nilson, ao seu nível, Andrésinho regular apesar de ter lá um passe falhado que podia ter corrido muito mal para o nosso lado. Moreno e Gustavo, para mim foi dos melhores jogos desta dupla. Alex com falta de ritmo (o que não se compreende), pouco esclarecido e com alguns erros imperdoáveis. Custódio esteve para mim bem, com o tempo vai ganhar o lugar, não tenho dúvida. Rui Miguel, com pormenores muito bons, do nível do N.A. no entanto muito irregular, com muitos altos e baixos ao longo do tempo que esteve em jogo. Desmartes, já vimos muito melhor dele este ano mas não comprometeu, poucos mas bons cruzamentos. Targino, continua desequilibrador, muito rápido com melhor controle de bola e muito mais esclarecido. Douglas, esta em crescendo muito lento de forma mas ainda longe do ano passado, uma assistência que não era qualquer jogador que na situação dele passaria a bola ao colega. Roberto, podia ter marcado mais dois golos. Paulo Sérgio, impecável. Percebeu o que estava a faltar e com alguma sorte a mistura conseguiu o resultado pretendido 1 minuto após a principal alteração.
Os melhores: Targino, Custódio, Roberto.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Gestao do VSC

Desmarets ficou mais longe

Por Pedro Manuel Couto

A proposta de renovação de contrato que o V. Guimarães apresentou a Desmarets ficou muito aquém daquilo que são as pretensões do francês. Como tal, o futuro do esquerdino dificilmente continuará a passar pelo clube minhoto.

A BOLA apurou que tanto Desmarets como o seu agente já terão confidenciado junto de um círculo de amigos que não ficaram minimamente satisfeitos com os valores apresentados recentemente pela Direcção vitoriana, que subiu ligeiramente o ordenado do atleta. Desta forma, ficou impossível manter um diálogo que consiga segurar Desmarets até 2013 nos quadros do Vitória.

Depois de Flávio Meireles, Tiago Targino e João Alves terem acordado renovar os respectivos contratos, as atenções passaram a centrar-se em Desmarets, Andrezinho e Sereno. Um tridente de luxo com lugar cativo no onze-tipo do Vitória e com provas mais do que dadas, mas que dificilmente continuará a servir o clube. Cada um terá as suas razões, mas os constantes adiamentos e a forma como o assunto foi apresentado terão desagradado aos futebolistas.

Confrontada com este cenário, é perfeitamente lógico que a Direcção, em consonância com o treinador Paulo Sérgio, já esteja à procura de nomes que ocupem as vagas deixadas em aberto pelas potenciais saídas do esquerdino e dos dois defesas

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"Porquê parou? Parou porquê?"



Fora de jogo assinalado... bola completamente fora do campo... 0-2 para o Sporting...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Agora já é português

Pinto da Costa «sonha» com final do Mundial2010

Por RedacçãoO presidente do FC Porto acredita que os portugueses podem «sonhar» com a final do Mundial2010 e lembrou que «há sonhos que se concretizam».«É um sonho, mas há sonhos que se concretizam», realçou Pinto da Costa, num dia em que esteve presente na apresentação do livro «Memórias de uma mulher de letras» da escritora Manuela de Azevedo.Embora o Grupo G, formado pelo Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, seja complicado, o presidente do FC Porto acredita no valor da Selecção Nacional: «Acho que Portugal vai passar e discutir com o Brasil a liderança do grupo.»Pinto da Costa também analisou as declarações do seleccionador Dunga, que disse que Portugal era o Brasil B: «O que começa por B é Brasil e não Portugal. Há por aí algum equívoco.»

Será que o Pinto vai levar o Reinaldo para o mundial? Se tal acontecer fico confiante numa boa participação no mundial. Se repararem em algum cansaço dos árbitros nos jogos é bom sinal para nós.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009